Policiais civis do Paraná estão, desde as primeiras horas da manhã, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e outros quatro de busca e apreensão contra envolvidos em um golpe contra empresas estrangeiras que pode ter rendido uma fraude maior que R$ 1 bilhão. Segundo a Polícia Civil, a ação ocorre nos estados do Paraná e Rio de Janeiro. O líder da quadrilha dizia ser um grande comerciante estrangeiro e parceiro de grandes multinacionais.

Também foram determinados bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens. Além de Curitiba e Pinhais, na região metropolitana, as buscas ocorrem em Macaé, no Rio de Janeiro. O objetivo é apreender documentos que auxiliem na continuação das investigações.

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Segundo as investigações, coordenadas pelos delegados Emmanoel David e Guilherme Dias, a Polícia Civil já identificou empresas vítimas do golpe em países como Chile, China, Noruega, Turquia, Hong Kong, Estados Unidos e Canadá. Somente uma das empresas chegou a depositar R$ 320 milhões na conta do estelionatário.

Conforme apurado, o principal suspeito pratica fraudes há cerca de quatro anos. Ele falsifica documentos públicos e particulares, e induz as vítimas a depositarem altas quantias na conta de sua empresa, sob a promessa de entregar produtos de proteína animal, como pés de frango. Acontece que as mercadorias nunca chegaram ao destino. Ele chegou a alugar um prédio, onde supostamente montou a sede da empresa pra enganar representantes das empresas estrangeiras.

Para concretizar as “vendas”, o investigado apresentava aos clientes um portfólio, que atribuía a ele parcerias com empresas do ramo de proteína animal, todas com grande renome no cenário nacional.

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O golpista solicitava pagamento de 10 a 30% do valor total do serviço, como sinal. O restante seria depositado após a passagem dos supostos produtos pela aduana, o que nunca ocorria. Quando as vítimas percebiam a demoram, entravam em contato e o suspeito inventava diversas desculpas, dentre elas a pandemia da Covid-19.

A PCPR identificou que o suspeito conseguiu receber ao menos R$3 milhões com as fraudes negociadas, pois algumas instituições financeiras se negaram a intermediar o recebimento de valores, ao verificar que a documentação apresentada era fraudulenta.

Os indivíduos devem responder por associação criminosa, estelionato, falsificação de documento público e particular.

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