Uma quadrilha aproveitou uma falha na segurança de uma empresa de vigilância no Bacacheri, na noite de quarta-feira (11), e levou 37 armas e coletes balísticos do cofre do estabelecimento.

A equipe da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) investiga a possível ligação do bando com funcionários ou ex-funcionários da empresa, que passa por dificuldades financeiras e deixou de pagar direitos trabalhistas no início do ano.

Quatro homens estacionaram um Marea preto na Rua México por volta das 22h. Neste momento, um ex-funcionário que entrou com processo contra a empresa porque não recebia salário há dois meses, e que não tinha autorização para estar lá, entregava uma chave ao vigia de plantão. A porta de entrada estava aberta.

“Ele nos explicou que usa uma van para fazer entregas. Sempre no mesmo horário ele estaciona a van na frente da empresa de vigilância, deixa a chave com o ex colega de trabalho que está de plantão, e mais tarde seu sócio busca a chave para continuar as entregas”, explica o delegado Rodrigo Brown, titular da DFR.

Dois ladrões então desceram do Marea e renderam o vigilante e o ex-funcionário. Minutos depois, um terceiro assaltante também entrou na empresa, com uma blusa amarrada no rosto para não ser reconhecido. O quarto integrante da quadrilha ficou no carro, dando cobertura à ação criminosa.

O bando levou as vítimas até uma sala cercada por fechaduras biométricas e equipamentos de segurança, e obrigou o vigilante a dar acesso ao cofre. O funcionário, única pessoa de plantão naquele horário, tinha esse acesso porque era responsável por fornecer as armas para as equipes que estavam na rua, cuidando das empresas clientes.

A quadrilha roubou do cofre vários coletes balísticos, 13 escopetas calibre 12, quatro pistolas calibre 380 e 20 revólveres calibre 38. Antes de fugir, eles trancaram o vigilante no cofre, mantiveram o ex-funcionário dentro da sala e levaram o computador onde são salvas as imagens do circuito interno de segurança.

Investigação

Rodrigo Brown tem certeza de que a quadrilha tinha informações privilegiadas e, por este motivo, investiga funcionários e ex-funcionários que possam ter facilitado a ação criminosa.

“O que mais nos preocupa é que essas armas serão vendidas a marginais, e serão devolvidas à sociedade em crimes como roubos e homicídios”, lamenta o delegado.

Ele busca imagens de empresas e residências que ficam ao redor da casa de vigilância para tentar identificar a quadrilha, já que as imagens do assalto também foram roubadas.