Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) mostram que a cobertura vacinal infantil dos paranaenses caiu 13% desde o início da pandemia. Em média, apenas 75,86% das doses oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram distribuídas no estado em 2021, contra 87,33% em 2019, último ano antes do surto de casos de covid-19 em todo o mundo.

O relatório da Sesa reflete o que tem sido visto em todo o Brasil. Segundo dados do Plano Nacional de Imunização, a taxa de vacinação no país é de 78,76%, dez pontos percentuais a menos que em 2019 (88,70%). Há seis anos, em 2016, esse número era superior aos 90%.

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A pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, Heloísa Giamberardino, afirma que a pandemia contribuiu para a queda de vacinações, e destaca o perigo de criarmos “grandes grupos” de crianças sem a cobertura vacinal completa. “Essa redução aconteceu muito por conta da pandemia, que fez com que as pessoas ficassem em casa, de quarentena, além de muitas delas terem enfrentado a doença na família. Temos encontrado nas clínicas crianças com o calendário vacinal atrasado em dois anos”, destaca.

“O grande perigo é que teremos um grande número de crianças propensas a desenvolver doenças infectocontagiosas, que deixam sequelas graves, mas que foram há muito tempo erradicadas, graças às vacinas”, acrescenta a médica.

Uma das doenças citadas pela pediatra é a poliomielite, que registrou o menor índice de adesão das últimas quatro décadas no país. “No caso da poliomielite, é ainda mais grave. Temos índices de vacinação próximos aos que eram registrados na década de 1980, com menos de 70% das crianças vacinadas, sendo que essa é uma doença grave e muito transmissível”, alerta. Com esses números, afirma a pediatra, cerca de 900 mil crianças não estão protegidas com a vacina da poliomielite anualmente.

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Conscientização

Além de políticas públicas e campanhas de prevenção, a pediatra ainda ressalta que a população precisa checar as informações que recebem sobre vacinas, ainda mais em um momento de popularização de movimentos anti-vacina em todo o país.

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“Acredito que o Poder Público tem sua parcela de contribuição para a queda dos índicas, mas as pessoas precisam também buscar fontes seguras para se informar. A Internet tem muitos dados confiáveis hoje em dia. Mas vimos muita desinformação, muita fake news durante a pandemia, então as pessoas precisam ter consciência. Os portais da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria são acessíveis. O correto é não comprar versões pseudocientíficas e alarmistas e buscar informações que são realmente confiáveis, conclui.

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