O risco de ter o celular furtado ou roubado tem deixado as pessoas em alerta. A ação de quadrilhas que roubam os aparelhos e conseguem invadir contas bancárias digitais faz os usuários de algumas capitais do Brasil pensarem em ter dois celulares, sendo um para deixar em casa com os aplicativos financeiros.

Em Curitiba, segundo a Polícia Civil (PCPR), essa prática se proteger de criminosos com dois aparelhos ainda quase não ocorre, mas o furto ou roubo de aparelhos tem sido cada vez mais comum. E os bandidos pensam menos em vender os aparelhos. Pelo contrário, eles querem ter acesso às redes sociais, bancos, aplicativos de compras e e-mails das vítimas.

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Segundo o delegado Marcelo Magalhães, titular da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), em um caso de roubo de celular em Curitiba, investigado pela DFR, os criminosos conseguiram transferir R$ 250 mil de uma única vítima. “Esse tipo de ação não acontece só em Curitiba, mas também em outros grandes centros. São aparelhos de cada vez mais valor e são furtos e roubos que tendem a crescer. E essa outra modalidade de crime, de não pegar o celular para revender, mas para utilizar os aplicativos financeiros, como os bancários, demonstra que a criminalidade vai evoluindo junto com a tecnologia”, explica Magalhães. 

Ainda conforme o delegado, ao contrário de cidades como São Paulo (SP), em Curitiba não se ouve muito falar em ter dois aparelhos celulares para se proteger dos criminosos, deixando em casa um aparelho só para transações bancárias. “Por aqui, até já escutei algum comentário, mas é pouco”, disse Magalhães, que destaca as maneiras da pessoa se proteger usando um aparelho só.

“Não precisa ter dois aparelhos. Mas a pessoa não deve deixar senhas com fácil acesso. Nem no bloco de notas, nem enviadas por e-mail. Às vezes, o marido ou a esposa envia mensagem de Whatsapp com senha, pra facilitar alguma transação no banco. Os criminosos usam a busca no aplicativo e encontram a senha”, alertou o delegado.

Proteja-se!

A senha de desbloqueio dos celulares (PIN, senha escrita, biometria e Face ID) é a primeira barreira de segurança que os dispositivos oferecem, e uma das mais importantes, mas as medidas de segurança não param por aí.

Confira todas as outras dicas de segurança a seguir:

Reúna as informações completas e guarde-as em local acessível 

1 – A primeira e principal dica para agir rapidamente é destinar tempo a aprender a fazer todos os passos sugeridos pelos especialistas, e anotar contatos, instruções e passos necessários em um local de fácil acesso. Por mais que as dicas e cuidados pareçam lógicos e simples, na hora do incidente será difícil lembrar de todas elas.

Aumente a proteção do seu celular

2 – Vale a pena destinar um tempo para descobrir como implantar estas proteções no seu sistema de celular. Na internet há tutoriais específicos para iPhones e dispositivos Android.

3 – Não use a mesma senha para acessar contas diferentes. Crie uma para cada site e aplicativo, sem relação com informações pessoais (data de nascimento, nome da mãe) e composta de números, letras e símbolos. Use um gerenciador de senhas para facilitar o processo.

4 – Não deixe armazenadas no aparelho imagens de cartão de crédito, documentos, comprovantes de endereço e senhas de bancos, e-mails e sites.

5 – Sempre use uma proteção para desbloquear o celular, seja por PIN (sequência numérica), senha escrita, biometria ou reconhecimento facial.

6 – Diminua o tempo de bloqueio automático de tela. Quanto menor, maior sua segurança.

7 – Ative a opção de inserir senha quando um app é acessado. Assim, mesmo se o dispositivo for roubado estando desbloqueado, será possível evitar a exposição de informações sensíveis.

8 – Ative a senha do seu chip. Se a função for ativada, será necessário digitar essa senha toda vez que o usuário ligar o telefone ou colocar o chip em outro aparelho.

9 – Guarde aplicativos com informações sensíveis em pastas seguras ou deixe-os ocultos.

10 – Guarde em um lugar seguro ou memorize o login e senha das contas Google (Android) e iCloud (iOS) para poder acessar os dispositivos remotamente.

11 – Habilite um segundo fator de autenticação em todos os serviços disponíveis, mas não tenha o e-mail de recuperação de senhas cadastrado no app do celular.

12 – Desative o conteúdo de notificações de SMS e e-mail na tela de bloqueio, para que não sejam exibidas informações de recuperação de senha, tokens e códigos de validação.

13 – Aprenda como bloquear e apagar remotamente seu aparelho. Em iPhones, isso pode ser feito no iCloud; em dispositivos Android, podem ser usados os serviços do Google.

14 – Escolha alguém de confiança para ter acesso ao sistema de bloqueio remoto do celular para apoiá-lo em caso de roubo ou furto.

15 – Reduza o limite individual e diário das suas transações financeiras (Pix principalmente) e siga recomendações de segurança de sua instituição financeira.

16 – Mantenha backups e aplicativos atualizados.

Evite prejuízos caso o dispositivo seja roubado

17 – Prepare-se previamente para as operações abaixo. Entre em contato com operadora e bancos para checar contatos e informações que podem vir a ser necessárias e guarde essas instruções em local acessível (em papel ou numa nuvem que possa ser acessada rapidamente, por exemplo)

18 – Entre em contato com a operadora para que seu chip seja bloqueado. Para permitir esse passo, procure já a operadora, informe-se sobre como pedir o bloqueio do chip e mantenha essas informações em local acessível (nunca no seu celular, obviamente).

19 – Apague os dados do seu celular remotamente. Assim, o dispositivo ficará inutilizável e todas as informações serão apagadas na próxima vez que ele for conectado à internet. Prepare-se previamente estudando como fazer essa limpeza remota e anotando as instruções em local acessível.

20 – Contate o suporte dos bancos para bloquear o acesso a contas e cartões. Informe-se previamente com o banco sobre os contatos e os passos necessários, e registre as informações em local acessível.

21 – Altere senhas e e-mails de recuperação das redes sociais.

22 – Avise amigos e familiares.

23 – Registre o boletim de ocorrência para que o Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel, uma espécie de CPF do aparelho) seja bloqueado. Para isso, verifique previamente o Imei do seu aparelho e registre-o em local acessível. Esse código está anotado na caixa do aparelho, mas também é possível recebê-lo digitando o código *#06# no teclado do telefone, como se estivesse fazendo uma ligação. O número aparecerá na tela.

Fontes: José Luiz Santana, diretor de cibersegurança do C6 Bank, Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética da Axur, e Emilio Simoni, executivo-chefe de segurança da PSafe.

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