Dez ruas concentraram 67% de todos os acidentes em Curitiba atendidos pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) no ano passado. Em 2021, os policiais de trânsito atenderam 5.023 ocorrências na capital. Desse total, 3.369 foram só nas dez vias campeãs de acidentes, conforme a lista abaixo:

1ª – Avenida Comendador Franco – 485 acidentes
2ª – Avenida Juscelino Kubitschek – 419 acidentes
3ª – Avenida Visconde de Guarapuava – 412 acidentes
4ª – Avenida Silva Jardim – 372 acidentes
5ª – Avenida Mal. Floriano Peixoto – 341 acidentes
6ª – Rua Brigadeiro Franco – 328 acidentes
7ª – Avenida Victor Ferreira do Amaral – 276 acidentes
8ª – Rua Martim Afonso – 254 acidentes
9ª – Rua Francisco Derosso – 243 acidentes
10ª – Rua João Bettega – 239 acidentes

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Segundo o BPTran, 3.334 acidentes atendidos geraram vítimas no ano passado em Curitiba. Ou seja, 66% das ocorrências deixaram pessoas feridas. O número total em 2021 foi de 3.716 pessoas feridas no trânsito curitibano só nas ocorrências atendidas pelo Batalhão de Trânsito. Já o número de mortes em acidentes foi de 47.

Seis das dez vias recordistas de acidentes são avenidas. O que, conforme o BPTran, aumenta a quantidade de acidentes pela própria natureza da via. “Os acidentes ocorrem na maioria das vezes em avenidas porque elas têm maior extensão e concentram boa parte do fluxo de veículos”, avalia o BPTran em nota.

Cruzamentos com mais acidentes

Já entre os dez cruzamentos onde o BPTran mais prestou atendimentos em 2021, só um não envolve as avenidas recordistas de acidentes. Trata-se do cruzamento da Rua Francisco Frischmann com a Avenida Presidente Arthur da Silva Bernardes, no bairro Portão, que está em quarto lugar na lista.

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Todos os outros cruzamentos com mais ocorrências foram em avenidas recordistas de acidentes:

1º – Rua Eduardo Sprada x Avenida Juscelino Kubitschek – 42 acidentes
2° – Rua Henrique Mehl x Avenida Comendador Franco – 37 acidentes
3º – Rua Brigadeiro Franco x Avenida Silva Jardim – 34 acidentes
4º – Rua Francisco Frishmann x Avenida Arthur da Silva Bernardes – 33 acidentes
5º – Rua Saint Hilaire x Avenida Silva Jardim – 33 acidentes
6º – Rua João Negrão x Avenida Visconde de Guarapuava – 31 acidentes
7º – Rua Bento Vianna x Avenida Silva Jardim – 30 acidentes
8º – Rua João Bettega x Rua General Potiguara – 27 acidentes
9° – Rua Augusto Zibarth x Avenida Comendador Franco – 27 acidentes
10º – Rua Theodoro Schneider x Rua João Bettega – 27 acidentes

“Assim como a maior parte dos acidentes nas vias é nas avenidas, por serem mais longas, o mesmo vale para acidentes em cruzamentos, cuja maior parte das ocorrências é em intersecções de ruas com essas mesmas avenidas”, explica o Batalhão de Trânsito da PM em nota.

Redução de velocidade

Recordista de acidentes em 2021, a Avenida Comendador Franco só não ocupou o topo da lista nos últimos cinco anos em 2020, quando a principal ligação entre Curitiba e São José dos Pinhais perdeu o posto para a Avenida Silva Jardim. A Avenida das Torres, como é popularmente conhecida, tem o maior limite de velocidade de Curitiba: 70 km/h. A outra única via onde é possível trafegar a essa velocidade na capital é a Linha Verde, que não entrou na lista das dez vias com mais ocorrências.

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Cinco das dez ruas com mais acidentes em 2021 já tiveram velocidade reduzida para 50 km/h, valor que a prefeitura definiu como padrão de limite em Curitiba desde março do ano passado. São elas: Visconde de Guarapuava, Silva Jardim, Brigadeiro Franco, Victor Ferreira do Amaral e João Bettega.

Duas das vias recordistas de ocorrências, a segunda colocada Avenida Juscelino Kubitschek e a nona colocada Rua Franciso Derosso, terão a velocidade reduzida de 60 km/h para 50 km/h no próximo mês, em fevereiro.

Já a Avenida Marechal Floriano Peixoto, quinta via com mais acidentes no ano passado, tem a velocidade mais baixa da lista das dez com mais ocorrências. A avenida que vai do Centro de Curitiba até a divisa com São José dos Pinhais, passando por bairros como Hauer e Boqueirão, tem menor limite de velocidade da capital (40 km/h), dentro do conceito de Área Calma.

Em nota, Superintendência de Trânsito (Setran) da prefeitura enfatiza que onde há possibilidade técnica já estão sendo implantados radares de controle e fiscalização. Isso porque, prossegue a Setran, “a maioria das ocorrências na capital é por excesso de velocidade ou desrespeito à sinalização”.

Mesmo com esse reforço na fiscalização, a prefeitura orienta os motoristas para que façam sua parte, reduzindo a possibilidade de serem autuados e, principalmente, de ocorrência de acidentes. “A Setran reforça a necessidade de o motorista dirigir sempre com prudência e em obediência às leis de trânsito, de forma a construir um trânsito mais seguro para si mesmo, para outros condutores, ciclistas e pedestres”, aponta a prefeitura em nota.