O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, classificou como uma “mancha na democracia da universidade” a invasão dos alunos ao prédio histórico da instituição na noite desta quinta-feira (3), mas descartou, neste momento, pedir reintegração de posse do imóvel. As declarações foram dadas em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta (4), após uma manhã tensa em frente à unidade invadida e vão contra o que havia sido informado no fim da manhã.

Segundo o reitor, a universidade não irá buscar outras medidas que não o diálogo para tentar solucionar o conflito. Uma comissão de representantes da administração central da universidade federal, constituída também por professores, começará a agir ainda nesta tarde.

A ideia é criar vias para uma desocupação pacífica do prédio até este final de semana. Se não houver acordo com os estudantes, o grupo volta a se reunir na próxima segunda-feira (7) para discutir novos meios de buscar a saída do movimento.

Akel Sobrinho disse ainda que o protesto no prédio histórico é visto com “outros olhos” pela administração da universidade. O reitor ponderou que, ao contrário das demais ocupações que vinham sendo feitas nos campi da UFPR – acertadas após deliberações de conselhos acadêmicos – a desta quinta foi diferente, pois envolveu casos de violência.