A aglomeração num culto religioso encerrado na noite de quarta-feira (24) pela Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU) chamou a atenção da secretária da saúde de Curitiba Márcia Huçulak. Em entrevista ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC, a secretária reiterou que agora não é o momento para aglomeração.

“Vamos rezar em casa, faça a sua oração. Tem o mesmo valor para Deus, tenho certeza que Deus vai ouvir as nossas preces. Cada um em seu lugar. Não é o momento de aglomeração”, reforçou Huçulak.

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Na noite de quarta-feira, mais de 2 mil pessoas se reuniram num evento chamado “Noite de Abraão”, numa igreja no Batel. Por desrespeitar as medidas sanitárias, os organizadores receberam multas no valor de R$ 150 mil.

Para a secretária, para evitar a contaminação do coronavírus, é preciso ter um ambiente controlado. “Ambientes controlados não controlados são ondem você não identifica as pessoas. A escola é um ambiente controlado. E agora é um momento da gente trabalhar isso nas nossas crianças. Vamos conviver com isso por mais alguns meses e vamos precisar de muita vacina ainda”.

Período crítico para Curitiba

Com casos de coronavírus crescendo e cada vez mais internamentos, Márcia Huçulak lembrou que Curitiba passa por um momento muito crítico da pandemia. “O Paraná inteiro está em alerta. Então, a gente pede pra todo mundo para que nos ajude nesse momento mais uma vez”, pede a secretária.

Para frear a covid-19, Curitiba anunciou quarta-feira a mudança da bandeira amarela para laranja. E as novas medidas que passam a vigorar nesta quinta-feira (25), mais restritivas, podem ajudar a conter a pandemia.

“Quando a cidade se movimenta, acontece dois movimentos: aumenta a proliferação, as pessoas vão ao trabalho e se reúnem, aumenta o número de casos, com mais internações; mas ao mesmo tempo essa movimentação leva ao aumento de acidentes, traumas violência interpessoal. A bandeira laranja se mostrou muito eficiente em baixar esses movimentos, que leva a essas duas possibilidades. Com menos leitos de trauma, conseguimos abrir mais leitos para atendimento covid”.