Seis homens morreram durante confronto com policiais militares no fim da noite de quinta-feira (5) no município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Segundo a assessoria da Polícia Militar, agentes da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) foram acionados para averiguar uma denúncia de que uma quadrilha, composta por 12 integrantes, estava preparando uma chacina para a madrugada.

Ao chegarem no bairro Monte Castelo, se depararam com o bando, que estava em três veículos. Houve tiroteio e perseguição, que terminou com a morte de seis integrantes da quadrilha. Segundo a PM, eles foram levados para o Hospital de Cajuru, mas não resistiram aos ferimentos. Os outros seis suspeitos conseguiram fugir. Foram apreendidas sete armas calibre 38, uma arma 357 e um colete balístico.

Ação

Uma denúncia anônima revelou à Rone os planos de criminosos em Colombo. Supostamente, a quadrilha se preparava para exterminar um grupo rival, devido à disputa por um ponto de venda drogas. Fortemente armados, eles se dividiram em três carros, um Polo, um Monza e um Logus e se dirigiam ao local onde ocorreria o ataque. 

Os quarenta policiais que participaram da ação seguiam em comboio quando se defrontaram com os marginais. Assim que foram abordados pela polícia, iniciaram uma troca de tiros. Nesse confronto, dois homens que estavam nos carros foram mortos. O grupo saiu em disparada e fugiu para dentro de um matagal, onde se confrontou novamente com a polícia. Desta vez, um suspeito foi morto. Em outro local próximo, mais dois bandidos morreram baleados.

Um dos veículos, o Polo, conseguiu fugir da barreira policial e foi perseguido por uma caminhonete da Rone. Em alta velocidade, acabou batendo de frente com um carro, ocupado por uma família, que saiu ilesa. O Polo chegou a capotar, mas os dois ocupantes ainda conseguiram entrar no matagal. Lá, em um novo tiroteio, um marginal foi atingido. Ele ainda foi levado ao Hospital Cajuru, mas morreu logo depois de ser internado.

A polícia investiga um possível atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. O grupo funciona em São Paul, mas tem ramificações em todo o País. A Rone vai se pronunciar ainda nesta tarde.