A votação do pacote de ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca (PMN) custou R$ 202,5 mil para os cofres públicos. A Câmara gastou R$ 101,2 mil na locação da Ópera de Arames e também na contratação de serviços de transporte, vídeo, áudio, segurança e transporte. Já os R$ 101,3 mil restantes são de responsabilidade da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e são referentes ao pagamento de diárias e alimentação para os 204 policiais militares que vieram do interior do estado. A conta da Sesp não computa materiais como bombas e combustível para as viaturas e o helicóptero que sobrevoou o local.

A maior parte do gasto da Câmara Municipal, R$ 68,7 mil foi com a empresa AS Sul, que segundo a nota de empenho emitida pelo Legislativo Municipal é responsável pelos serviços de apoio a eventos na Ópera de Arame, tais como estrutura de áudio, transmissão de vídeo ao vivo pela internet e segurança.

Já a locação do espaço custou à Câmara um total de R$ 20 mil, contando os dois dias de uso efetivo da Ópera de Arame mais o tempo necessário para montagem e desmontagem da operação.

A Câmara também destinou recursos ao aluguel de grades, que foram usadas para cercar a Ópera de Arame, R$ 7,9 mil; vans que foram usadas para transportar os servidores municipais, R$ 1,3 mil; ambulâncias, R$ 2,6 mil e material para fixação das grades, R$ 657.

Na terça-feira, dia 26 de junho, em entrevista concedida enquanto a sessão para a primeira votação do pacote acontecia, o presidente da Câmara, vereador Serginho do Posto (PSDB), afirmou que os gastos respeitaram os processos das Lei de Responsabilidade Fiscal e que foram necessários para garantir a efetividade do processo legislativo.

“Levando em consideração todo um contexto, nós tivemos a Câmara três vezes invadida em um período de aproximadamente 40 dias, por orientação da Secretaria de Segurança, os vereadores decidiram, em plenário, legitimar a transferência para este local, seguindo a orientação da Secretaria de Segurança do Estado do Paraná”, afirmou Serginho do Posto.

Efetivo policial

Segundo informações da Sesp, ainda no domingo (25), foram empregados 98 policiais, a maioria deles do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). No dia da votação em primeiro turno – que foi quando houve confronto entre policiais e manifestantes – 1.061 policiais militares participaram do esquema de segurança. Já na votação em segundo turno o efetivo foi de 938 policiais.

Em nota, a Sesp avalia que os gastos da operação estão dentro de uma normalidade necessária para uma grande operação policial e que o efetivo empregado é compatível com a estimativa de manifestantes. A secretaria também lamentou que policiais e manifestantes tenham se ferido.