Sete meses depois que um muro desabou e soterrou 11 carros no bairro Campo Comprido, em Curitiba, finalmente os proprietários puderam acessar os seus veículos destruídos. As fortes chuvas que caíram na região naquele dia 7 de abril causaram o incidente num condomínio que fica na Rua Luiz Ronaldo Canalli. Ninguém ficou ferido, mas os prejuízos materiais foram enormes para os proprietários. Uma retroescavadeira foi usada para quebrar o muro e permitir o acesso aos carros.

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A demora para a solução do problema se deu pela negociação entre o dono do terreno ao lado, a administração do condomínio e os proprietários dos veículos para o pagamento dos prejuízos. Segundo a advogada que representa parte dos moradores, Helena Romfeld, foram duas negociações. Uma extrajudicial para o pagamento das indenizações direto aos moradores, outra entre o condomínio e o dono do terreno vizinho.

Segundo a advogada, a negociação para o pagamento das indenizações aconteceu num prazo considerado rápido, especialmente se comparado ao tempo que um processo judicial poderia demorar.

Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Alívio

A Tribuna esteve no local na tarde desta terça-feira (5) para acompanhar os trabalhos. “Foi um alívio. Um pouco de tristeza e alívio depois de 7 meses esperando. A gente acordava, olhava para a janela e via isso todo dia. Eu gostava do carro, tinha um carinho especial. Mas é um alívio”, contou o servidor público Guilherme Carvalho, de 34 anos.

Os moradores estavam satisfeito por conseguirem reaver alguns pertences que ficaram prensados dentro dos veículos destruídos. “Tinha documentos, a carteira de motorista, cartões de crédito e débito. Nem cheguei a refazer minha CNH, afinal eu não tinha mais carro”, riu a assistente técnica Tatiane Jabonski, de 28 anos. “Agora vou ligar para minha seguradora vir buscar o carro e correr no Detran. Foi um alívio enorme”, acrescentou.

Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Para Mila Marques, pedagoga de 39 anos, é um pesadelo que chegou ao fim. “Alívio total. É um ciclo que se encerra e bola pra frente. Achei uns documentos, uma bolsa de ferramentas, carregador de bateria, chaves. Graças a Deus, tudo resolvido”.

Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
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