Em 2017 um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava o Brasil como país com a maior incidência de transtornos de ansiedade nas Américas com 9,3% da população, o equivalente a 18,6 milhões de pessoas, apresentando esse problema, enquanto 5,8% dos brasileiros, ou 11,5 milhões de pessoas, já apresentavam transtornos depressivos.

Esses números foram agravados pela pandemia e em 2021, 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano, segundo pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial.

Nesse cenário, grandes organizações como a Mondelēz Brasil priorizaram a saúde mental dos colaboradores. Para Jorge Morato, Diretor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente na Mondelēz Brasil, não se deve ter medo de falar sobre saúde mental nas organizações. “É fundamental mantermos bons profissionais e programas especiais que deem atenção para o assunto. Estudar muito sobre o tema e engajar as pessoas nesta conversa. Muito mais do que gerar dados de negócio para desenvolvermos ações é a certeza de que o ser humano está no centro de tudo que fazemos”, complementa.

Para cuidar da saúde mental dos colaboradores a empresa conta com um Centro de Atenção à Saúde composto de uma equipe multidisciplinar preparada para escutar e orientar colaboradores e familiares. “O grande diferencial do nosso programa é que possuímos profissionais presenciais, nas fábricas e no escritório, para realizar os atendimentos no horário de trabalho. Além disso, temos um canal aberto para familiares, já demos suporte para mães de colaboradores e pudemos acolher um colega a pedido de sua esposa”, explica Jorge.

Comunicação Ativa

Para garantir o entendimento de todos sobre o tema, a empresa realizou em Maio de 2021 a Primeira Semana da Saúde Mental Mondelēz Brasil, abordando temas como saúde financeira, fadiga pandêmica, resiliência e Mindfullness. A empresa realiza periodicamente Rodas de Empatia, encontros que ensinam colegas a se preocuparem uns com os outros e perceberem sinais de alerta. “Esse debate constante é fundamental para treinar as lideranças a terem uma abordagem mais humana com relação a problemas de saúde mental, o que facilita tirar o estigma desta condição”, alerta Jorge.

No dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, foi realizada uma roda de conversa com assunto mais específico, a importância da prevenção ao suicídio com o objetivo de conscientizar as pessoas que o suicídio é uma solução definitiva para problemas passageiros.

As psicólogas convidadas abordaram que a vida é assim, com altos e baixos e que existem terapias e tratamentos que auxiliam a passar por problemas, sem adoecer. “Falar sobre suicídio não é valorizar o ato, muito pelo contrário, é falar sobre toda dor e perdas geradas e principalmente acolher quem pode estar pensando nisso sem julgar, reconhecer a dor e tentar mostrar que existem opções e a ajuda necessária está disponível, podemos ajudar e sermos ajudados”, reforça o diretor.

Monitoramento e Acolhimento

Todos os colaboradores que apresentam sinais de alerta, ou demonstram que precisam de ajuda, são encaminhados para 5 momentos de conversa presencial com a psicóloga do trabalho, ação que segundo pesquisas, pode aliviar até 90% da chance do indivíduo desenvolver o quadro de sofrimento para uma doença psicológica.

Em 2021 a Saúde Mental também foi foco da CIPA Brasil com palestras sobre o tema, material para melhor entendimento das diversas condições que podem levar a problemas psicológicos e aplicação de 3 questionários, totalmente confidenciais (acessados apenas por médicos e psicólogos), para dar início a um monitoramento do bem-estar mental de todos os colaboradores.

“Com esse mapeamento conseguimos identificar quem está bem e quem pode estar em sofrimento emocional e podemos direcionar quem será convidado para primeiramente participar da escuta terapêutica individual para de quais os próximos passos, um deles é participar de atividades em grupo para melhorar algum ponto como ansiedade ou dificuldades para dormir, por exemplo, ou aqueles que já apresentam um indicativo de maior grau de sofrimento que serão encaminhados para acompanhamento especializado que podem incluir psicólogos e psiquiatras. Com isso podemos prevenir o desenvolvimento de doenças e promover o bem-estar mental de todos”, conclui o Diretor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente na Mondelez Brasil.