O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) divulgou em redes sociais um vídeo denunciando as más condições estruturais de uma das Casas de Acolhimento temporárias oferecidas a moradores de rua de Curitiba. Segundo a denúncia, pessoas levadas até o local pela Fundação de Ação Social estariam contaminadas com coronavírus.

No vídeo, Marcos Franco, diretor do sindicato, afirmou não haver no local condições mínimas estruturais e de higiene para manter os internos em isolamento, além de denunciar a falta de materiais como máscaras e álcool em gel para garantir a segurança dos servidores destacados para trabalhar ali. A casa em questão fica no bairro Capão da Imbuia .

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O vídeo teria sido gravado na noite da última quarta-feira (25). “Conversamos com uma usuária, que tem diagnóstico positivo para COVID-19 há cinco dias, usando a mesma máscara por todo esse período. No mesmo espaço, estão pessoas com suspeita, sem diagnóstico positivo e até mesmo de grupo de risco, como de idosos. Pela facilidade de contágio da doença, é fácil imaginar que nos próximos dias a doença se alastre pelo local”, diz um texto publicado no site do Sismuc.

A reportagem entrou em contato com a FAS para saber sobre a situação. A FAS enviou uma nota contando sobre a iniciativa das casas temporárias de acolhimento e falando também da denúncia em questão. Segundo a Prefeitura de Curitiba, as duas mulheres ouvidas pelo pessoal do Sismuc não estão com coronavírus.

“Sobre o vídeo gravado pelo (Sismuc), a FAS informa que as duas mulheres entrevistas passaram por consultas médicas, quando foram diagnosticadas com síndrome gripal. Uma delas foi atendida na unidade da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em 21/03, onde recebeu diagnóstico de síndrome gripal e foi orientada a manter-se em isolamento por 14 dias, visto que – segundo determinação do Ministério da Saúde -, todo caso de gripe deve seguir critérios de isolamento neste momento de pandemia. A outra pessoa entrevistada também passou por consulta médica em unidade da SMS, no dia  23/03, quando recebeu diagnóstico de síndrome gripal leve e foi orientada a ficar em isolamento”, diz a nota.

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O vídeo em questão foi gravado em 24/03, na Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) Capão da Imbuia, quando encontravam-se no local cinco pessoas, todas acolhidas por medidas de proteção. A unidade oferece 20 vagas para mulheres com suspeita de covid-19 e em isolamento.

Ainda segundo a FAS, nesta sexta-feira apenas quatro pessoas permaneciam no local (que tem capacidade para 20). Uma equipe do “Consultório de Rua” seria enviada ao local para avaliar as condições de trabalho e também dos internos.

Sobre a falta de materiais, a FAS informou que no dia 23 a unidade recebeu quatro litros de álcool gel, três caixas de luvas e uma caixa com 50 máscaras. Na quinta e sexta (hoje), foram encaminhadas mais 26 máscaras e 50 frascos de álcooll gel com 50 ml cada para dos internos e dos servidores que trabalham no local.

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O Sismuc reclamou também que as internas estavam sem condições de conforto, e com roupas de cama sem lavar. A FAS refutou essa denúncia, dizendo o local oferece serve três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e encaminha roupas de cama e de banho para serviço de lavanderia todos os dias.

Sobre a interna que estaria dormindo no chão, a FAS afirma que foi uma decisão dela própria, informada aos servidores do local.

O Sismuc pede que os servidores ou familiares que se sentirem vulneráveis denunciem pelo telefone (41) 3321-2641.

Como prevenir a contaminação por coronavírus

  • Lavar as mãos com frequência/ ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;
  • Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, e depois lavar as mãos).

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