O padrasto de Pablo França Rodrigues, 3 anos, foi preso em um hotel no Centro de Curitiba na tarde desta quarta-feira (18). João Batista da Silva, 24 anos, estava sendo procurado desde o começo de agosto – quando o menino morreu depois de ser espancado em uma chácara em Mandirituba – como principal suspeito do crime. A mãe e um vizinho da família também são suspeitos de envolvimento no assassinato.

A criança foi levada pelo padrasto para pescar na chácara do vizinho, no dia 5 de agosto. O padrasto chegou em casa dizendo que a criança tinha caído. Pablo foi levado ao hospital já sem vida, onde a médica constatou que ele tinha sído vítima de espancamento.

Depois de receber denúncia de que João estaria no hotel, policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar o encontraram em um quarto com a namorada. Com ele, foram apreendidos objetos que a polícia acredita que possam ser roubados, várias notas trocadas e um simulacro.

O delegado Fábio Machado, da Delegacia de Fazenda Rio Grande, relatou que o menino tinha várias lesões na cabeça, nos braços e nas costas. “A tese apresentada por ele de que a criança teria caído de um precipício não convence a polícia”, afirmou. O suspeito deve prestar depoimento, que será confrontado com as versões da mãe e do vizinho.

Envolvidos

O vizinho dono da chácara onde Pablo teria sido morto foi detido 20 dias após o crime. João Nadir de Jesus passou todo esse tempo escondido no mato. Ele disse à polícia que viu o padrasto sair para pescar com a criança e voltar com ela morta, mas que não estava junto.

Conforme o delegado, a mãe foi detida no começo de setembro, depois de dar vários depoimentos contraditórios. “Em alguns depoimentos ela disse que o padrasto era agressivo, e em outros disse que ele era muito amável e amigo. Essas várias versões contraditórias não deixam admitir que a mãe não tenha envolvimento”, explicou.