Proibida de funcionar aos domingos até o próximo fim de semana – devido à vigência do decreto municipal 1.640, que é válido até o dia 16 de dezembro – a tradicional Feira do Largo da Ordem também tem sido realizada aos sábados, desde o mês de agosto deste ano. De acordo com a prefeitura, a feirinha pode ocorrer nestes dias das 9h às 14h, com no máximo de 300 barracas, não deixando assim, de ser uma opção de compras para curitibanos e turistas.

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“É uma ótima alternativa para o público poder comprar os produtos de artesãos de Curitiba e região, que também são ótimas opções de presentes para o Natal”, afirma Tatiana Turra, presidente do Instituto Municipal de Turismo.

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Com a vigência da bandeira laranja e de outros decretos municipais e estaduais, regras de prevenção ao coronavírus devem ser seguidas para o funcionamento da Feirinha do Largo, como: uso obrigatório de máscara, disponibilidade de álcool em gel, distanciamento de dois metros entre cada barraca e apenas um artesão por unidade.

E a volta da Feira do Largo da Ordem aos domingos pode ocorrer somente no dia 20 de dezembro, isto se não for prorrogado o último decreto.

Feirantes “na bronca”

A mais recente proibição de funcionamento da feira de artesanato do Largo do Ordem caiu como uma bomba entre os feirantes. Após a publicação do decreto 1.640 na sexta-feira (4), a feira foi suspensa nos domingos (6 e 13), com o objetivo de controlar a expansão da covid-19. Decisão que revoltou os expositores, neste que costuma ser um mês lucrativo com as vendas de Natal, como explica Fabiano Neras, um dos representantes dos feirantes e responsável pelo trecho de 300 barracas do Largo da Ordem

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“A notícia caiu como uma bomba. Foi um impacto muito grande para muitas famílias que não se inscreveram para outras feiras como a da Praça Osório, pois tem o custo da taxa e precisariam comprar mais material para expor. Apostaram tudo no Largo e sem a feira, a situação do feirante ficou complicada. O prejuízo é imensurável, se for falar em valores. Alguns investiram o que não tinham para a época com temas natalinos e quando saiu o decreto, as pessoas começaram a entrar em contato comigo e choravam”, desabafou Fabiano, em entrevista à Tribuna do Paraná.

Para os feirantes, a proibição é uma medida injusta e vai impactar diretamente nas pessoas que só querem trabalhar. O motivo para este descontentamento está no espaço que é aberto, arejado, barracas distanciadas e com álcool gel.