Unido a caminhoneiros, taxistas e motoboys, nesta quinta-feira (24), um grupo de motoristas de aplicativos faz novo protesto contra o preço dos combustíveis na manhã desta quarta-feira (23). A greve, que começou com os motoristas de caminhão, ganhou a adesão de outras categorias. “Estamos todos reunidos, porque não adianta só reclamar e não fazer nada”, defende o condutor Vanderson Xavier.

O grupo realizou manifestação em frente à entrada da Repar, refinaria da Petrobrás, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O motorista contou que a todo o momento caminhoneiros com carregamentos de gás e até mesmo combustível se unem aos protestos. “Nossa ideia é fazer com que os veículos não saiam carregados daqui e as autoridades acordem. É injusto demais pagarmos um preço tão alto como temos pagado até hoje”, desabafou Vanderson.

Os motoboys contaram à reportagem da Tribuna do Paraná que têm se mobilizado cada vez mais para reunir a categoria. “E muita gente tem vindo mesmo. É uma luta por um bem comum. Além de pagarmos um preço injusto pelo combustível, a nossa situação de trabalho também está cada vez mais difícil. Os patrões têm pago pouco pelas taxas e o pior é que também entendemos que não está fácil para eles. São muitos impostos e isso dificulta o emprego”, comentou Sérgio Faria, de 40 anos.

Motoboy há mais de dez anos, o homem disse que se assustou ao ver como subiram os preços dos combustíveis desde o começo da manifestação dos caminhoneiros. “Abasteci, nesta quarta-feira pela manhã, com gasolina a R$ 3,99. Hoje (quinta-feira) quando sai de casa, o mesmo posto, no Campo Comprido, já estava com o preço em R$ 4,59. É ridículo. Se todas as pessoas se unissem, pensassem que nosso ato não é só por nosso interesse e sim por todos, as coisas surtiriam mais efeito”, disse Sérgio.

Família unida

Esposa de um caminhoneiro, Rafaela Fernandes, de 28 anos, disse que esse é o único jeito de lutar por melhorias. “A situação está complicada mesmo, tudo muito caro e continuamos ganhando pouco. As pessoas precisam entender que nós estamos lutando por todos, não só por uma classe trabalhadora”.

Rafaela contou à reportagem que achou muito bonito ver, no período da tarde desta quarta-feira, muitas esposas e familiares de caminhoneiros reunidos. “Todo mundo está junto mesmo, pois sabemos que só assim vamos conseguir mudar alguma coisa. Por isso pedimos o apoio da população”.

4º dia: Filas nos postos, disparada nos preços, falta de comida… mas busão garantido até domingo. Siga!