Uma verdadeira tragédia em família aconteceu na madrugada deste domingo (16), nas cavas em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Tio, Gelson Nunes de Brito, de 39 anos, e dois sobrinhos, Wesley Samuel e Brito, de 17, e Wallace Felipe de Brito dos Santos, de  18, que acampavam no local resolveram pescar e morreram afogados. Os três estavam abraçados quando foram encontrados e retirados da água.

Segundo a polícia, os três estavam com mais duas pessoas em um acampamento nas cavas, às margens da Avenida Deputado João Leopoldo Jacomel, perto do Parque Panorâmico, deste o começo da tarde de sábado (15). Na madrugada, resolveram pescar e o acidente aconteceu.

Os três entraram em uma canoa improvisada, que virou e eles não conseguiram se salvar. Algumas pessoas disseram que eles estariam alcoolizados, mas a informação não foi confirmada pela polícia.

Socorristas do Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionados, mas só conseguiram retirar os corpos das cavas. Os corpos dos três foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal de Curitiba.

Afogamentos

Nadar em cavas é um costume que pode ser muito perigoso. Isso porque o fundo destes locais é sempre um espaço incerto, irregular, e que pode ser fatal para quem entra, até mesmo para os que saibam nadar. O problema, é que apesar de números assustadores e as incansáveis orientações dos bombeiros, das prefeituras e da Defesa Civil, é praticamente impossível impedir que as pessoas entrem nas águas perigosas. 

O terreno irregular e a água turva impedem o banhista de ver onde pisa. A pessoa pode estar no raso, mas ao dar um passo, perde o contato com o solo. “O interior delas é desconhecido. Existem pedaços de galhos, muita terra, tudo que acaba prendendo a pessoa de forma que ela não consegue voltar à superfície”, explica o capitão Leonardo Mendes dos Santos, do Corpo de Bombeiros. 

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