Em assembleia liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) na tarde desta quarta-feira (2), os trabalhadores da Renault rejeitaram a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e vale-mercado apresentada pela empresa.

Com a votação realizada na porta de fábrica, o início da greve por tempo indeterminado foi aprovado, já que um prazo de 72h já tinha sido dado pelos metalúrgicos em assembleia realizada na última sexta-feira (27). Os metalúrgicos da Renault permanecem parados até que uma nova proposta seja apresentada pela montadora.

Leia também: Manifestantes que pedem a transferência de Lula distribuem coxinha no Centro Cívico

A proposta oferecida pela empresa era de PLR de R$ 24.860,00 + reposição INPC de setembro de 2018, para cumprimento de 100% das metas (volume de 315 mil carros até o fechamento do ano) e vale-mercado de R$ 560. O acordo oferecido pela empresa seria válido para 2018/19. Mas, conforme o sindicato, as condições ainda não atendem aquilo que os trabalhadores esperam, assim, a proposta foi rejeitada.

Condição mais favorável

Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba
Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba

“Os trabalhadores mostraram mais uma vez que estão conscientes da sua realidade e rejeitaram a proposta com autoridade. Eles esperam que o novo acordo traga uma condição mais favorável do que aquelas que eles tinham em outros anos, até pela demanda que a empresa está se propondo para 2018. Entendemos a preocupação dos trabalhadores e entendemos também o momento da economia, com crescimento”, explicou Sérgio Butka, presidente do SMC.

Leia também: Bondinho do calçadão da XV será reformado

O presidente destacou também que é através da “luta pela mobilização dos trabalhadores que vamos construir um melhor acordo contemplando o que esperam os metalúrgicos”. Durante a paralisação o Sindicato seguirá na porta de fábrica na entrada dos turnos para assembleias informativas e principalmente às 14h para coordenar assembleia deliberativa com os trabalhadores da montadora.

A Renault foi procurada pela Tribuna do Paraná, mas até o fechamento desta matéria nenhuma das ligações feitas pela reportagem havia sido atendida. Com cerca de 6 mil trabalhadores, esta planta da Renault localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba produz em média 1.150 automóveis por dia, entre eles os modelos Duster, Oroch, Sandero, Logan, Captur e Kwid.

Veja como a foi a votação que deu início a greve na Renault:

Outono chega junto com maio e Curitiba pode ter primeira geada