Uma travesti de 19 anos foi atropelada por um biarticulado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Boqueirão, na manhã desta quinta-feira (19). O acidente aconteceu próximo ao cruzamento com a Rua Doutor Bley Zornig e a vítima foi encaminhada ao hospital com ferimentos leves.

A travesti foi atingida pelo rodado traseiro do ônibus, que passou por suas pernas. Segundo o motorista do ônibus, ele chegou a ver a vítima deitada na grama quando passou, mas não imaginou que ela levantaria para atravessar a rua.

Os socorristas do Siate prestaram o atendimento e encaminharam a travesti ao Hospital do Trabalhador. O boletim de ocorrência do acidente foi registrado pelo Batalhão de Polícia de Trânsito da Polícia Militar (BPTran).

Suposta agressão

Através das redes sociais, a reportagem da Tribuna do Paraná recebeu um vídeo que mostra a travesti sendo jogada no chão. Nas imagens, estão juntos um fiscal da Urbanização de Curitiba (URBS) e um vigilante do terminal do Boqueirão.

Segundo a pessoa que denunciou a agressão, a travesti estava alterada. “Eles primeiro tiraram ela de perto do terminal. Depois a jogaram da forma que dá pra ver no vídeo. Ela estava, realmente, alterada, mas não justifica a agressão”, afirmou.

História pode ser diferente

Uma nova testemunha traz uma versão diferente para a história. A segunda pessoa que procurou a reportagem da Tribuna do Paraná disse que o vigilante e o fiscal da Urbs tentavam impedir a travesti de cometer suicídio. “Ao contrário do que foi dito, eles estavam tentando salvá-la, pois ela dizia que iria se matar”, contou a outra pessoa que teria visto o episódio.

Conforme essa segunda testemunha, a travesti gritava que tinha descoberto ser soropositivo (portadora do vírus HIV) e dizia que queria morrer. “Eles (o vigilante e o fiscal) fizeram de tudo para impedir que acontecesse uma tragédia, mas ela estava tão alterada, que foi mais forte que eles. Se jogou no chão, como aparece nas imagens, e depois foi atingida pelo ônibus”.

Imagens vão ser avaliadas

A assessoria de imprensa da Urbs informou que não recebeu nenhuma denuncia sobre o caso ainda. Mesmo assim, vai avaliar as imagens geradas pelas câmeras de monitoramento do Centro de Controle Operacional do terminal. “Caso seja realmente constatado algum tipo de violência, notificará a empresa de segurança contratada para providências em relação ao funcionário”, finaliza a nota.

*O texto foi atualizado 12h50 desta sexta-feira (20). 

Veja o vídeo: