Foram soltos na tarde de sexta-feira (24), em Curitiba, os três homens suspeitos de tentar extorquir o ex-BBB Diego Alemão para não divulgar novas imagens da prisão dele e mudar depoimento sobre o acidente no qual Alemão se envolveu no sábado (18), no Santa Quitéria. Os advogados Maurício Tesserolli e Walter Fontes e a testemunha que gravou os vídeos da prisão do ex-BBB, Daniel Alves, tiveram a liberdade provisória concedida pela Justiça por serem réus primários. Eles haviam sido presos na quarta-feira (22), acusados de exigir R$ 50 mil de Alemão. Os três estavam em Pinhais, no Complexo Médico-Penal, Região Metropolitana de Curitiba.

Diego Alemão foi preso após uma bater uma Mitsubishi Pajero contra o carro de um motorista de aplicativo que estava estacionado, no fim da madrugada do último sábado, na Rua João Alencar Guimarães. Depois de um princípio de confusão, o ex-BBB acabou detido pela Polícia Militar e foi levado à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), de onde foi solto um dia depois após pagar fiança de R$ 7 mil.

Na quarta-feira, segundo o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o advogado de defesa de Alemão informou a suposta extorsão e a Polícia Civil prendeu os três homens em flagrante, quando recebiam a quantia de R$ 7m, que faziam parte dos R$ 50 mil.

Em entrevista ao site G1 Paraná, as defesas dos três suspeitos negam que tenha havido tentativa de extorsão. “É uma versão fantasiosa. Uma versão criada pela defesa do Diego Alemão. Uma situação vexatória que foi criada para tumultuar o inquérito policial “, disse Ygor Salmen, advogado de Mauricio e Daniel.

O advogado de Walter Fontes, Herbert Rehbein, disse que irá provar a inocência do suspeito “e procurar apurar quem é o responsável pela fraude”.

Ainda de acordo com as informações publicadas no G1 Paraná, a defesa de Alemão emitiu nota, por meio do advogado Jeffrey Chiquini, manifestando repúdio à qualquer tentativa de ‘acerto’ para fraudar rito processual. “Exigir vantagens indevidas para não divulgar imagens e alterar depoimento, configura crime de extorsão”, destacou o advogado. Chiquini ainda apontou que “o comportamento dos advogados envergonhou a classe dos advogados brasileiros, que, diferentemente deles, tem compromisso de resguardo da lei e combate à qualquer forma de ajuste ilícito e chantagem”.