O drama já é conhecido por quem usa a linha Bairro Novo do Ligeirinho. Em horário de pico, pegar o ônibus no ponto da Rua Desembargador Westphalen, perto da Praça Rui Barbosa, é desafio que envolve espremeção, empurra-empurra e, dependendo do clima, sol ou chuva na cabeça. A estação não comporta o elevado número de passageiros, que precisam se apertar dentro do tubo e formar filas que chegam a dobrar a esquina com a André de Barros.

O problema já foi mostrado pela Tribuna no dia 16 de janeiro, mas nada mudou desde então. Em horário de pico, o desconforto dos passageiros é total. “Todo dia no final de tarde é assim. O tubo lota e fica muita gente fazendo fila do lado de fora. Tem que esperar dois ou três ônibus para embarcar. Quando chove, é um sofrimento”, diz a doméstica Aparecida Máximo.

Com a calçada tomada pela fila, a mobilidade de quem passa por ali também fica prejudicada. No meio da aglomeração, muita gente se esbarra, com riscos de acidente. “Muita gente pega este ônibus. Tem que aumentar o tubo e o número de ônibus também, porque estão sempre lotados”, cobra a atendente de telemarketing Viviane dos Santos.

A concentração de pessoas atraiu até pipoqueiro especializado em atender quem está aguardando o ônibus. “O pessoal para e, enquanto espera, já pega a pipoca. Faz dois anos que fico aqui e 90% das vendas são para o pessoal da fila”, diz o pipoqueiro Josué Cordeiro de Moraes.

Projeto

Em janeiro, a Urbs informou à Tribuna que estava em andamento estudo para ampliação da estação. Dez meses depois, a empresa que administra o transporte coletivo diz que o projeto já está pronto, mas ainda não tem data para ser executado. O tubo será transferido para a Praça Rui Barbosa e terá plataformas separadas para embarque e desembarque.

Segundo a Urbs, o Ligeirinho Bairro Novo atende, por dia, cerca de 15,5 mil passageiros, que circulam entre o Centro e o Sítio Cercado. A estação Osternack, que é o ponto final, foi recentemente ampliada, passando de 10 para 40 metros quadrados. A inauguração do Residencial Parque Iguaçu, conjunto habitacional entregue em setembro pela Cohab, ampliou a demanda pela linha.