365 dias, um ano. Esse é o intervalo de tempo desde o dia em que foi aplicada a primeira dose da vacina contra a covid-19 no Estado do Paraná. A chegada do imunizante, celebrada em um ato simbólico no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, marcou o início de uma nova fase no combate ao coronavírus.

No dia, a enfermeira Lucimar de Oliveira ainda sonhava com a imunização de amigos, colegas e familiares. “Ainda não caiu a ficha. Eu queria imunizar todos que estão nesta sala e sair daqui todo mundo alegre e feliz como eu estou. Sei que precisa existir uma primeira pessoa e sou grata por terem me escolhido. Agradeço a todos que passaram pela minha vida e mesmo quando esmoreci, me ergueram e não me deixaram abater. Tomem a vacina, não desistam”, celebrou.

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Nesta terça-feira (18), um ano depois, o Paraná totaliza mais de 19.045.464 vacinas aplicadas e conta com mais de 70% da população completamente imunizada. O Paraná é o sexto estado com o maior número de aplicações no país. “Sempre acreditei na vacina, sempre acreditei que fosse possível. Infelizmente ainda tem muitas pessoas que se recusam a tomar, mas não podemos perder de vista que a vacina protege do vírus. Foi uma conquista”, afirma a enfermeira um ano após sua primeira dose do imunizante.

O sucesso na campanha de vacinação reflete no número de mortes e internamentos causados pela doença. No dia 18 de janeiro de 2021, o índice de internamento em UTI era de 84% (1.199 leitos). O último boletim estadual mostra ocupação de 56% em 477 leitos. Atualmente, a média de óbitos diária é de 2, contra 28 no mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2021, o Paraná registrou 1.936 mortes. Já em dezembro, com o avanço da campanha de imunização, foram 120 óbitos, uma diminuição de 93,8%.

Ciência baseada em evidências

“Hoje estamos vivendo esse momento, da forma como está, por conta de todo o esforço durante esse último ano. Está sendo comprovada a eficácia da vacina na proteção da população”, ressalta a superintendente executiva e secretária interina da Secretaria da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella Nadas.

Em entrevista para a Tribuna do Paraná, Beatriz comemorou as conquistas geradas pela chegada do imunizante. “Temos que comemorar muito. Embora estejamos vivendo mais uma fase da pandemia, mais uma batalha, e saibamos que a guerra ainda não acabou, temos uma situação muito mais confortável se comparada ao que já vivemos”, salienta.

Sobre o novo momento da pandemia, em que a variante Ômicron causou um aumento nos casos de Covid-19, a superintendente reforça a preocupação e necessidade de manter o alerta ligado. “A nossa expectativa é que, em algum momento, a curva de crescimento de casos se inverta, comece a diminuir, mas agora ela está crescente e isso nos preocupa. Ainda temos pessoas que não tomaram as duas doses da vacina ou a dose de reforço, que deixaram o calendário passar, e todos precisam completar o esquema de imunização. As crianças precisam receber a vacina”, argumenta.

A preocupação com o aumento de casos não atingiu somente o poder público. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, entre os dias 1º e 14 de janeiro, 17.975 pessoas foram até postos de vacinação em todo o estado em busca da primeira dose da vacina. Porém, esse público poderia ter se imunizado antes, já que a última chamada feita em 2021 – adolescentes com idade entre 12 e 17 anos – teve as primeiras doses aplicadas em setembro.

“Vacina é fundamental”

“Não dá para fechar os olhos para a vacina. Parece que as pessoas esqueceram que, em um único dia, Curitiba chegou a registrar mais de 50 mortes. Quantos adultos e jovens morreram, pessoas que não tinham nenhum problema, mães, pais, tios, quantas pessoas perderam a vida, deixaram as famílias, quase um cenário de guerra. Hoje é a vacina que nos protege”, enfatiza Beatriz Batistella.

O secretário de saúde do estado do Paraná, Beto Preto, também reforçou a importância do imunizante. “A vacina é fundamental. Quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural e o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção, e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento”, ressaltou.

Atualmente, qualquer paranaense acima de 18 anos pode tomar a dose de reforço contra a Covid-19, desde que respeitado um intervalo de quatro meses da segunda dose. A quarta dose para pessoas com algum tipo de vulnerabilidade da imunidade também já está disponível.

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