Para Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa responsável por administrar o transporte coletivo na cidade, ônibus e terminais de Curitiba são higienizados constantemente contra a pandemia de covid-19. Questionado por vereadores nesta quarta-feira, em uma sessão online sobre soluções para evitar aglomeração no transporte coletivo, ele respondeu que a transmissão dentro dos ônibus é mínima e, segundo ele, retirar o transporte coletivo da cidade por causa da pandemia iria gerar o caos em Curitiba.

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“Vocês acreditam, realmente, que sem o transporte coletivo, num carro compartilhado com 5 pessoas dentro, ou numa van lotada de pessoas também, o vírus não vai circular? Não existe a possibilidade de retirada de 39 mil pessoas, num horário de pico, de um local sem que seja no transporte coletivo. É um caos, um engarrafamento eterno”, disse o presidente ao responder o que seria de Curitiba sem o transporte coletivo.

Segundo ele, a transmissão não para. “As pessoas quando estão no carro com amigos retiram a máscara, isso é notado por nós mesmos, quando fazemos o limite de lotação dentro dos ônibus com a nossa fiscalização. Nossos fiscais têm uma expertise muito grande em transporte coletivo, estão muito bem preparados”, argumentou. Atualmente a Urbs tem 370 mil usuários diários, cerca da metade registrada antes da pandemia.

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Baixa contaminação

A prefeitura de Curitiba descartou que o transporte coletivo estaria sendo foco de propagação do coronavírus. O assunto é alvo de reclamação constante dos usuários, que sentem na pele, no dia a dia, a lotação no transporte coletivo de Curitiba. “Não existe relação direta entre contágio e superlotação nos ônibus”, disse o presidente da Urbs.