Como se já não bastasse a pandemia, que afetou diretamente os donos de bares, o tradicional bar Ponto Final, que fica no bairro São Francisco, em Curitiba, levou um duro golpe. O estabelecimento foi invadido por bandidos, que fizeram a limpa, deixando um prejuízo avaliado em R$ 70 mil.

Comovidos com a situação, amigos do proprietário se uniram e criaram uma vaquinha para fazer com que o espaço, que está na história da capital paranaense, não fechasse.

O bar estava fechado por causa da pandemia e o furto foi entre o dia 17 e 18 de janeiro. “Acreditamos que tenham agido em dois dias, porque levaram absolutamente tudo, tudo. Meu som, microfones, a mesa de som. Do estoque, que tínhamos comprado bastante coisa, fizeram a limpa nas cervejas, bebidas, não deixaram nada. Até leite condensado levaram, a cozinha reviraram”, contou Riad Bark, o dono do Ponto Final.

+ Leia tambémFestival do Mignon tem cinco opções para todos os paladares curitibanos

Segundo o dono do bar, os bandidos levaram até mesmo o equipamento que registrava as imagens das câmeras de segurança. “Só não levaram o piano porque é muito pesado. Deixaram também água mineral. De resto, fizeram a limpa. Tínhamos caixas vazias, encheram as caixas e levaram tudo embora”, lamenta.

Riad contou que nos 33 anos de bar, comemorados em novembro do ano passado, nunca tinha acontecido coisa parecida. “Uma vez levaram meu violão, mas por descuido meu mesmo. Mas de arrombamento e levando tudo, nunca tinha acontecido. Eles tiveram tempo, aproveitaram e fizeram realmente a limpa no bar.”

Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Arquivo.

Vaquinha para evitar fechamento

Com o arrombamento, Riad já tinha decidido: o bar fecharia as portas e ele se aposentaria. “Eu não queria mais lutar. Já me sentia realizado profissionalmente e não tinha nem forças mais para continuar, começando do zero. O bar tem 33 anos, mas eu mesmo canto há 45. Isso tudo me deixou triste demais para tentar continuar”, comenta. 

Acontece que quem tem amigos, tem tudo, e foi exatamente o que aconteceu com Riad. “Comentei com os amigos que já tinha realizado meu grande sonho, que era o de cantar, e montei o bar que foi a coisa mais linda que fiz na vida. Mas quando disse que eu iria fechar, não me deixaram, falaram que iriam fazer uma vaquinha para não permitir que o bar fechasse”. 

+Viu essa? Amigos se unem e vendem coxinhas para conquistar sonho de ser jogador de futebol profissional

A partir da ideia dos amigos Paulo Opuszka, Samuel Rangel e José Maurício Pinto de Almeida, a vaquinha foi criada e já tem mais de R$ 37 mil arrecadados. “Eu não queria a vaquinha, mas estes três amigos insistiram e resolvi aceitar. Quando menos esperei, estava feita e, no fim, caiu do céu. O meu desanimo se transformou em felicidade. Vamos fazer o bar voltar e não quero mais me aposentar”, comemora Riad.

Bora ajudar nessa?

A vaquinha, na avaliação do próprio Riad, renovou as energias e mostrou que nunca é tarde para recomeçar. “Eu e minha esposa, que somos a alma do Ponto Final, estávamos tristes, desanimados, não queríamos mais nada. Mas percebi o quanto sou privilegiado com o carinho das pessoas. Essa é a minha maior riqueza”.

Para ajudar na vaquinha, é só clicar aqui e doar o quanto puder