A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) suspendeu a venda de água em caminhões-pipa para condomínios e imóveis residenciais em Curitiba e região metropolitana. O motivo é que essa água, vendida pela própria Sanepar, acabava furando a fila no rodízio do abastecimento. O fornecimento de água em caminhões pipa feito por empresas particulares segue liberado.

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Por causa da pior estiagem na história do Paraná, a capital e municípios vizinhos enfrentam cortes no abastecimento, com rodízio de 36 horas sem água por 36 horas com água. Isso fez aumentar a procura por caminhões-pipa da Sanepar. Em janeiro, quando não havia rodízio, a companhia vendia 153 caminhões com água tratada desta forma. Em novembro, chegou a 498. Mas o recorde foi em setembro, com 1.019 caminhões-pipa, representando aumento de 670%.

“O uso de água de caminhão-pipa era uma forma de driblar o rodízio, que é homogêneo e tem que ser socialmente justo para todos. Ou seja, tem que ser igual para todas as regiões”, aponta o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Júlio Gonchorosky, em entrevista ao jornal Meio Dia Paraná da RPC TV desta terça-feira (9).

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A Sanepar quer priorizar o fornecimento de água em caminhões-pipa para atividades essenciais durante a estiagem, como hospitais, postos de saúde, repartições públicas e indústrias. Principalmente por causa da pandemia de coronavírus, que exige a lavagem constante das mãos. ” “O caminhão-pipa que deveria ser utilizado para atender emergência tornou-se rotina,” reforça Gonchorosky em nota encaminhada pela Sanepar.

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Apesar da suspensão da venda de água em caminhão-pipa por parte da Sanepar, a venda segue em empresas particulares. E uma carga de água que custava R$ 350 no começo do ano agora chega a R$ 900.

A quem optar pela compra de empresas particulares, Gonchorosky faz um alerta sobre a qualidade da água. A vendida pela Sanepar é tratada e passa por análise após o abastecimento do caminhão-pipa, ou seja, antes de ser entregue ao consumidor. Já a das empresas particulares geralmente são de poços artesianos. “Não sabemos da qualidade dessa água, por isso deve-se ter cuidado”, reforça o diretor de Meio Ambiente da Sanepar.