Em pleno dia de abertura da Copa do Mundo, com a vitória da Rússia sobre a Arábia Saudita nesta quinta-feira (14), a venda de produtos da seleção brasileira ainda não deslanchou em Curitiba. Essa é a visão de alguns comerciantes da região central, que afirmam que a venda de camisetas, vuvuzelas e bandeiras ainda não deslancharam, a três dias da estreia do Brasil diante da Suíça.

A culpa do desinteresse, segundo eles, é a crise no país e o reflexo do vexame na Copa de 2014, quando o Brasil foi goleado por 7 a 1 pela Alemanha na semifinal. Mesmo assim, a proximidade da estreia da equipe do técnico Tite, domingo (17), às 15h, diante da Suíça, dá esperança de que as vendas vão melhorar.

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“Estamos contando com algum resultado positivo no futebol para que as vendas comecem a aumentar. Por enquanto estamos vendendo mais artigos de festa junina do que de copa”, afirma Gabriel Mozer, gerente da Fogos Lanza, na Avenida Visconde de Guarapuava, no Centro.

Segundo o gerente, alguns produtos começaram a ser mais procurados a partir do início desta semana, com a aproximação da abertura da Copa. Mas só os produtos de menor valor: a campeã de vendas, por exemplo, tem sido as bandeiras de plástico do Brasil, cujo pacote com 10 unidades sai por R$ 3,50.

Leoni Aparecida dos Santos trabalha em um chaveiro na Avenida Getúlio Vargas, no Água Verde, que em anos de Copa costuma vender produtos temáticos do Brasil, como camisetas. Como nas outras edições, a loja já estava toda preparada um mês antes do Mundial. E mesmo assim as vendas ainda não engrenaram. “Este é o pior ano de todas as edições de Copa. O que está salvando são as camisetas de criança, que os pais compram para os filhos usarem na escola”, conta.

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Para Leoni, o motivo da baixa procura vai além do trauma do Brasil diante da Alemanha Copa passada, disputada em casa. Ela acredita que esse baixo interesse pela equipe de Tite é reflexo da decepção geral da população com a situação política do país. Mesmo assim, ainda espera uma melhora nas vendas quando a seleção canarinha começar a entrar em campo e for passando de fase.

Ambulante

Até para os vendedores ambulantes o movimento ainda está fraco. O ambulante Geraldo Batista esse ano trocou a venda de redes vindas do Ceará por camisas e outros produtos do Brasil há cerca de um mês, nas proximidades da Praça Ouvidor Pardinho, no Rebouças. Mas, por enquanto, está arrependido. “ O movimento está muito fraco. Se não melhorar até domingo, quando tem o primeiro jogo do Brasil, vou ter que trocar os produtos”, afirma.

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