Há um mês internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vitta, no Bairro Alto, em Curitiba, o jornalista e vereador Cristiano Santos, 40 anos, segue lutando para vencer a covid-19. Cristiano está em sedação profunda provocada por medicamentos controlados com o objetivo de proporcionar maior segurança ao paciente.

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Segundo a assessoria de imprensa do vereador, Cristiano apresenta quadro estável, sem febre e sem intercorrências com o uso de ventilação mecânica. O “coma induzido” é realizado em ambiente de UTI, para utilização dos aparelhos que ajudam a respirar, assim como uma ampla monitorização de todos os dados vitais do paciente. As doses são administradas com frequência e periodicidade determinada pelo médico e o tempo para acordar depende da metabolização do remédio pelo organismo da pessoa.

Um dos objetivos desta técnica é manter a segurança e o bem-estar do paciente, diminuir dores físicas e desconfortos, controlar ansiedade, acalmar e manter um quadro estável. Ou seja, a manobra é utilizada por médicos para implementar o tratamento necessário, reduzindo danos e riscos.

Relembre o caso de Cristiano Santos

O apresentador do Bora Paraná da TV Bandeirantes teve a confirmação da covid-19 na segunda semana do mês de novembro ao apresentar perda de paladar e dores de cabeça. Ao saber que estava infectado, se afastou das funções na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e da apresentação do programa que é exibido ao vivo pela manhã. Ficou isolado em casa conforme orientação das autoridades sanitárias, mas apresentou piora no quadro respiratório.

Os médicos decidiram pela internação no dia 20 de novembro e entenderam que a ventilação mecânica iria ajudar o vereador na respiração e assim evitar o cansaço, um dos principais sintomas da covid-19. O vereador não concorreu à reeleição do último dia 15 de novembro, pois deseja focar aos estudos e a prática do jornalismo. Além disto, em várias oportunidades, chegou a dizer recentemente que é favorável a renovação nos cargos públicos.

“Acredito em renovação e por acreditar na necessidade que tenho de ver os problemas novamente como curitibano sem posição política”, afirmou o apresentador no final de setembro. Sou jornalista e não me considero um político, mas “estar” político. Seu pai, o ex-vereador e ex-deputado estadual Roberto Aciolli (PV), tentou retornar a CMC, mas não foi eleito.