O vereador Fabinho Bugalski do (PSD) apresentou na sessão ordinária da Câmara Municipal de Colombo a proposta de criação de moto-táxi na cidade. A sugestão veio logo após a alta no preço dos combustíveis que atualmente chega próximo à casa dos R$ 8.

O projeto é pioneiro na cidade e, se aprovado, Colombo será o primeiro município da região metropolitana a implantar este novo sistema de transporte. Em Curitiba o transporte de passageiros em motos como profissão é proibida por lei municipal. Assista ao vídeo da sessão da Câmara abaixo.

Bugalski, que está em seu sétimo mês de mandato, conta que o motivo da criação do moto-táxi no município se deve também a demora nas linhas de ônibus. Além do constante reajuste na tarifa, alguns coletivos não chegam a determinados pontos da cidade.

O mesmo, segundo ele, ocorre com o aplicativo Uber, já que os motoristas preferem não se arriscar em algumas ruas, seja por questões de segurança ou de má condições da via. Para o vereador, a cidade precisa de mais uma opção de transporte que possa atender a população de maneira rápida e econômica. A indicação da proposta segue em análise na Câmara.

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“Cinquenta por cento das pessoas que moram em Colombo hoje não é natural daqui. E a maioria é de cidades que já conhecem o moto-táxi. Em outros municípios do Paraná existem pontos de moto-táxis em terminais e locais de grande aglomerações. Colocaríamos em locais estratégicos, em centros de bairros e terminais, como é o exemplo de Londrina. E se nós conseguirmos passar aos nossos munícipes essa ideia, teremos tudo para sancionar essa lei porque irá beneficiar o povo. Irei lutar, batalhar para que seja aprovado”, comenta.

Na contramão

Indo na contramão da capital paranaense, Colombo poderá – caso a indicação seja aprovada na Câmara de vereadores – ser a primeira cidade da região metropolitana a contar com esse modal.

Em Curitiba o transporte de passageiros em motos como profissão é proibida pela lei municipal 13.957/2012. Em outubro de 2021, o aplicativo de transporte Uber tentou lançar o “Uber moto”, mas foi barrada. Em 2019, o parlamentar Zezinho Sabará (PDT) apresentou um projeto de lei que visava liberar o formato na capital. Apesar da iniciativa, o projeto não foi sancionado.

Geração de empregos e aquecimento econômico

A inspiração para tentar solucionar os problemas que a cidade enfrenta no transporte público surgiu com a paixão em andar de moto. Se denominando um “visionário e esperançoso”, ele acredita que assim que o moto-táxi for implantando, os moradores poderão sentir os vários benefícios, como geração de empregos e o aquecimento econômico na cidade.

“Sempre fui do segmento de moto, sempre tive oficina, mas arrendei quando ganhei para vereador. É um transporte rápido, barato e acessível. O moto-táxi irá gerar empregos para aqueles que hoje estão sem uma renda porque perderam seus trabalhos na pandemia. E com isso, o dono da lanchonete, da oficina, e entre outros tantos terão essas pessoas de volta como clientes”.

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Transporte que não chega!

Uma das justificativas para querer a aprovação do Projeto de Lei em Colombo é a de que várias linhas não chegam diretamente em pontos específicos dos bairros, além de que o usuário precisa aguardar por vários minutos para fazer a baldeação, sistema utilizado nos terminais e estações-tubo, onde o usuário utiliza outro ônibus sem a necessidade de pagar outra passagem.

“A nossa cidade não tem ônibus que faz bairro a bairro. Por exemplo, não temos ônibus que sai do Guaraituba até o Monte Castelo. Leva muito tempo fazer as baldeações e isso é muito caro. Também tive que puxar essa discussão de moto-táxi, a Uber quer implantar a Uber moto-táxi e aí vamos perder o controle. Com a criação do moto-táxi, vamos poder arrecadar os impostos para Colombo. Não temos regras para impor aos ‘ubers’ hoje. Se não tomarmos uma posição, a Uber vai chegar, implantar o moto-táxi e mais uma vez vamos ficar de fora”, justifica.

Cidades modelos

Na sessão da Câmara, Fabinho Bugalski citou algumas cidades do Paraná que já contam esse sistema de transporte, como Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu e Guarapuava. “Todas essas cidades contam com o sistema de moto-táxi com regras municipais, que a gente poderia melhorar e oferecer mais oportunidades”, afirma.

Segundo o vereador, em Londrina, por exemplo, todo o sistema de moto-táxi é controlado por aplicativo. O transporte funciona somente dentro dos limites da cidade para evitar problemas em outras localidades devido à falta de regularização no transporte.

Economia no tempo e no preço

Um dos principais pontos de defesa do parlamentar para tentar aprovar a sua indicação é a economia tanto no tempo de viagem quanto no preço, uma vez que o usuário poderá economizar em ambos.

“A última vez que eu vi custava R$ 0,40 o quilômetro rodado. Agora deve estar custando quase R$ 1 o quilômetro rodado pelo moto-táxi, ainda assim é meio de transporte mais barato que possamos ter. Uma moto faz 40 quilômetros por litro de gasolina”, garante.

Um estudo feito pelo próprio parlamentar estima que o transporte coletivo leva cerca de 40 minutos para transportar os passageiros de um ponto a outro da cidade. No caso do aplicativo Uber, se estiver por perto, o tempo diminui para 20 minutos em média, e em ambos os casos, o valor da tarifa é alto. Já o moto-táxi, percorreria o mesmo trajeto em menor tempo e com economia.

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E as taxas?

A reportagem da Tribuna do Paraná questionou o vereador sobre o custo para que o profissional possa começar a trabalhar e quais os requisitos mínimos de segurança. Em resposta, ele afirmou ainda não ter feito um levantamento sobre as taxas que seriam cobradas pelo município. Mas ressalta que o custo não pode ser elevado, uma vez que inviabilizaria todo o processo.

Ainda de acordo com Fabinho, para a segurança do usuário e do condutor, são necessárias algumas exigências para provar que o profissional tem condições de exercer a função e de que o passageiro estará seguro durante a corrida.

“Iremos fazer sim várias exigências. O cidadão tem que ser maior de 21 anos, ter no mínimo 2 anos de habilitação em moto, possuir atestado médico de sanidade mental, teste toxicológico, e tudo isso precisará de regulamentação. Também serão feitas vistorias como as realizadas em vãs, e é claro, é necessário ter um padrão bom de moto, acima de 150 cilindradas. É necessário ter uma série de critérios devido ao risco que a moto oferece”, explica.

Respeitando o Código Brasileiro de Trânsito, o condutor e o passageiro também deverão usar capacetes. O uso de um uniforme padrão será estabelecido, assim como a identificação na moto. Preocupado também em combater a transmissão da covid-19, o vereador explica que o profissional poderá utilizar um spray após o uso do capacete. Além do álcool gel na mão. Outras opções também estão disponíveis como a toquinha higiênica.

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