Pela segunda vez em Curitiba um vereador recém-eleito recebe ameaças de morte. Desta vez aconteceu com Renato Freitas (PT), eleito com 5.097 votos nas eleições 2020, que denunciou nas redes sociais a presença de homens armados circulando sua casa e perguntando para vizinhos onde ele morava. Em dezembro do ano passado, a primeira vereadora negra eleita em Curitiba, Carol Dartora, também recebeu ameaças de morte pelo Twitter.

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“Dois homens armados estiveram na rua da minha casa perguntando para vizinhos sobre mim e sobre onde eu morava. Além disso, eles tiraram fotos da minha casa e logo em seguida foram embora em um carro tipo furgão”, revelou o vereador na suas redes sociais.

Após ser informado pela vizinhança dos acontecimentos, Renato foi ao 8º Distrito Policial de Curitiba para fazer um boletim de ocorrência. “Não é a primeira vez que denuncio esse tipo de ameaça e violência, mas dessa vez os fatos exigem uma atenção especial. Primeiro foram ameaças nas redes sociais, depois pessoalmente, seguido de prisões ilegais e violência física, agora estão no portão da minha casa com armas em punho, qual será o próximo passo? Não sei. Mas não vou ficar parado esperando acontecer”, desabafou o Freitas.

Polêmicas de Renato Freitas

Recentemente Renato Freitas, ainda antes de tomar posse do cargo público, foi flagrado pichando um toldo do supermercado Carrefour, em Curitiba, durante um protesto pela morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, espancado até a morte na noite de quinta-feira (19), em Porto Alegre. Na ocasião, Renato Freitas se defendeu, afirmando que o post feito nas redes era uma tentativa de prejudicá-lo publicamente.

Durante as três campanhas eleitorais das quais participou, denunciou agressões por parte de agentes de segurança pública. Em 2018, levou dois tiros de bala de borracha disparados por um guarda municipal durante uma ação panfletagem ao lado da Praça do Gaúcho

Renato é militante do movimento negro e do coletivo Núcleo Periférico, que defende pautas como direito à moradia, reforma urbana e agrária e desmilitarização das polícias.