Ao saber de mais um arrastão no transporte coletivo de Curitiba, o vereador Thiago Ferro (PSDB) tomou a palavra nesta segunda-feira (2), no plenário da Câmara dos Vereadores, para criticar o projeto da prefeitura de monitoramento dos ônibus como única medida pra prevenir ações violentas de bandidos. Ferro vestiu uma máscara de Homem-Aranha para mostrar que o simples adereço comumente utilizado em festas infantis é suficiente para driblar a “solução” apresentada pela administração do prefeito Rafael Greca.

“Ontem aconteceu a 24ª ação violenta dentro do transporte coletivo de Curitiba neste ano. As câmeras são importantes, mas não são suficientes. Basta uma máscara para o bandido fazer o assalto tranquilamente”, disse Ferro à Tribuna.

Autor de um projeto que versa sobre o problema da violência dentro dos ônibus, Ferro acredita que o debate sobre as soluções precisa ser feito novamente dentro da Câmara. “Tivemos uma audiência pública no ano passado e a população apontou que a solução mais efetiva seria aumentar o policiamento. Nosso projeto fala justamente sobre isso”.

Projeto empacado

Uma lei de 1986 concede gratuidade para uso do transporte coletivo a policiais militares e guardas municipais. No entanto eles precisam estar fardados para gozar este benefício. O projeto do vereador Thiago Ferro permite que mesmo à paisana os agentes de segurança possam andar de ônibus sem pagar passagem.

A proposta já passou por todas as comissões e está pronta para ir à votação desde outubro do ano passado. No entanto o projeto ainda não foi discutido em plenário, o que causa incômodo no político. “Está parado há muito tempo, inclusive vencido o prazo regulamentar”. Depois de passar pelas comissões, as propostas precisam ser votadas em 30 dias, prazo vencido há quase seis meses.

A viabilidade do projeto de Ferro esbarra no custo para sua implantação. Hoje usam o transporte coletivo 128 policiais, segundo dados divulgados pelo próprio vereador. Com a proposta, o número saltaria para 1.200. “A discussão parou no custo, mas o benefício para a população seria imenso. Precisamos voltar a debater o assunto”, reclamou.

Pânico no busão