A vereadora Katia Dittrich (SD), acusada de se apropriar de parte dos salários de funcionários de seu gabinete – a “rachadinha” -, recebeu como penalidade a suspensão do uso da palavra em sessão plenária, nos horários destinados ao pequeno e ao grande expediente da Câmara Municipal de Curitiba, no período de 11 de novembro a 10 de dezembro de 2019.

A decisão, tomada por uma junta de instrução composta por Paulo Rink (PR), Geovane Fernandes (PTB) e Fabiane Rosa (DC), foi lida em plenário na manhã desta terça-feira (12). As acusações vieram à tona em 2017, mas, por determinação judicial, um processo de cassação de Katia acabou arquivado integralmente. No último mês de agosto, a corregedoria da Câmara retomou o caso, a partir de nova denúncia encaminhada pela direção da Casa.

Vereadores como Professora Josete (PT), Marcos Vieira (PDT), Maria Letícia (PV) e Dalton Borba (PDT) criticaram a decisão, considerando que o caso exigia punição mais severa. Procurada pela reportagem nesta manhã, a assessoria de imprensa da parlamentar não retornou o contato. A vereadora sempre negou as acusações e diz jamais ter coagido ou constrangido servidores.

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