Os vereadores de Curitiba rejeitaram, em primeira votação, nesta terça-feira (8), o projeto de lei que proibia o uso de água potável para a lavagem de calçadas na cidade. Em votação, 21 vereadores se posicionaram contra, 8 foram favoráveis e 7 se abstiveram do voto.

Em votação no site da Tribuna, 59,38% dos leitores se posicionaram contra o uso de água potável para a lavagem de calçadas na cidade. 40,63% dos votantes se posicionaram contra e 0,009 não opinaram.

A iniciativa do projeto foi vereador Dalton Borba (PDT), e teve nove adiamentos devido a pedidos de outros colegas que tinham dúvidas sobre a proposta. “O projeto visa coibir o uso indiscriminado da água potável, recurso natural finito que é essencial para a existência tanto do ser humano quanto dos demais seres vivos”, reforça Borba. Ele propõe que a higienização das calçadas seja feita com o reaproveitamento da água da chuva e da máquina de lavar roupa, por exemplo.

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Caso fosse aprovada, em caso de descumprimento da regra, inicialmente haveria a orientação sobre o uso racional da água. Se a infração persistir, é proposta uma advertência por escrito. Se mesmo assim a norma fosse descumprida, caberia a aplicação de multa de R$ 250. O valor seria dobrado em caso de reincidência e reajustado anualmente. 

Crise hídrica

Curitiba e região metropolitana estão desde maio do ano passado em situação de emergência hídrica, decretada pelo governo estadual em função da estiagem. Medidas mais rígidas foram adotadas pela Sanepar, com um rodízio severo que deixa atualmente domicílios 36 horas sem água e 36 horas com água.