Por 23 votos a 7 (com uma abstenção), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba decidiu, novamente, pela cassação do vereador Renato Freitas (PT). O plenário aprovou, em primeiro turno, projeto de decreto do Conselho de Ética da Casa, que recomendava a perda de mandato por perturbação de culto religioso e realização de manifestação política no interior da Igreja do Rosário, em 5 de fevereiro, durante protestos contra a morte violenta de dois homens negros. A cassação do mandato do vereador ainda precisa ser ratificada na votação em segundo turno, prevista para sexta-feira (5).

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A Câmara precisou votar novamente a cassação do mandato de Freitas porque as sessões ocorridas em junho, que terminaram com a cassação do vereador, tiveram efeitos suspensos por decisão liminar da desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

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E aí, Renato Freitas?

“Não houve interrupção de missa e as imagens comprovaram isso, a missa já havia acabado. Não houve invasão, já que as portas estavam abertas, não houve desrespeito ao local sagrado, tanto que o padre disse isso. Importante frisar que o próprio padre Luis Hass esteve em uma manifestação em prol do nosso mandato. E sobrou apenas essa acusação que fazem contra mim que eu tenha cometido um ato político dentro da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. E a nossa principal tese é: a construção desta igreja já foi um ato político, pois foi uma irmandade negra que construiu uma igreja afim de conquistar a liberdade e o direito a vida numa época de escravização”, disse o vereador Renato Freitas ao final da votação desta quinta-feira.

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