Um ato em conjunto das policias Civil e Militar promete parar Curitiba nessa segunda-feira (24). Em protesto contra a falta de manutenção das viaturas e contra o não pagamento da Data Base às categorias, diversos veículos que precisam de reparos serão reunidos no Parque Barigui e sairão em carreata, por volta das 13 horas, até o Palácio das Araucárias, sede do Governo do Paraná, para uma entrega simbólica ao governador Ratinho Júnior.

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Após a reunião que definiu como seria o ato desta tarde, o presidente da Adepol, delegado Daniel Fagundes, disse que a Polícia Civil ainda deve paralisar completamente as atividades no período da manhã de terça-feira (25), em solidariedade aos demais servidores públicos que entrarão em greve. “A partir de amanhã, além de parar por um breve período, a categoria começa a trabalhar 40 horas semanais, sem hora extra. Para se ter ideia, os policiais chegam a fazer 100 horas mensais para cobrir a falta de efetivo. Não é justo que nós tenhamos acúmulo de quatro anos sem reajuste de salário, mantendo um déficit que significa trabalhar 12 meses e receber apenas por 10 meses”, apontou o delegado.

Além da reposição salarial acompanhando a inflação dos últimos anos, a categoria reivindica renovação de equipamentos de trabalho, como novas viaturas, e realização de concurso público para suprir a falta de efetivo. “Estamos trabalhando no limite, com cerca de 48% do efetivo necessário. O que estamos exigindo é o que está previsto em lei. Não queremos privilégios, nós não recebemos nenhum auxílio extra, temos uma parcela única de salário e trabalhamos em condição desfavorável. Desafio o governador a mostrar quais são os nossos privilégios. Por outro lado, sabemos que o estado tem condições financeiras para atender os servidores”, frisou.

Saída do Barigui

Por volta do meio-dia, os policiais começaram a reunir as viaturas sucateadas para sair em carreata até o Palácio Iguaçu. O trajeto deve ser definido pelo grupo perto das 13h, horário programado para o início do ato.

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