Os táxis que circulam por Curitiba vão ter alguns anos a mais de uso antes de serem substituídos por veículos novos. O prefeito Rafael Greca (PMN) assinou um decreto na última semana em que estende o tempo de vida dos carros utilizados por taxistas. Assim, os profissionais podem trabalhar com o mesmo automóvel pelo período de até sete anos ao invés dos cinco exigidos até então.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município no último dia 5 de março, data em que a medida também passou a vigorar. Ainda segundo o texto, a prorrogação pode chegar a mais cinco anos no caso de veículos elétricos, híbridos ou compartilhados — que possuem rampa de acesso para cadeirantes.

De acordo com o presidente da União dos Taxistas de Curitiba (UTC), Eduardo Fernandes, a medida foi muito vista pela categoria, principalmente após a concorrência com os aplicativos de transporte, como Uber e 99. Para ele, a vida útil do carro aumentou justamente agora que as corridas registram queda de mais de 50%. “Os carros rodam bem menos do que antes, então o aumento da vida útil não é algo negativo, que vai prejudicar a população. É uma readequação para a realidade do serviço de hoje”, explica. “A gente não pode trocar de carro de cinco em cinco anos se não estamos ganhando o suficiente para isso”, enfatiza o presidente da UTC.

Fernandes afirma, contudo, que a ampliação do tempo de vida dos veículos para sete anos não vai resultar em sucateamento do serviço, já que o decreto municipal determina que os carros passem por vistorias a partir do quinto ano para avaliar a condição geral do automóvel, sempre com aval do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “A vistoria é bem abrangente e pega desde o pneu, vidros, buzinas, lâmpadas e emissão de poluentes. É checkup completíssimo do carro feito por oficias autorizadas pelo Inmetro. Não é algo feito na oficina do vizinho” aponta o presidente.

Afastamento temporário

Outra permissão concedida pelo decreto é o de afastamento do taxista por um período de até dois anos. Até então, ele não poderia abandonar a profissão sob o risco de perder a licença para atuar. “Caso ele acredite que a situação não esteja favorável, pode protocolar um procedimento interno com a Urbs e fazer a baixa do carro para não fazer mais corridas durante esse período”, explica Fernandes.

Para pedir esse afastamento, os taxistas deverão apresentar uma justificativa na Urbs, que analisará o pedido.

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