O acidente que matou quatro pessoas e deixou dois policiais feridos na Linha Verde, na tarde desta terça-feira (31), vai ser investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran). Conforme informou a Polícia Civil, o policial militar que dirigia a viatura e perdeu o controle, causando a colisão, já foi ouvido. As vítimas, entre elas duas que eram da mesma família, devem ser sepultadas ainda nesta quarta-feira (1).

A Polícia Rodoviária Federal divulgou os vídeos das câmeras de monitoramento do prédio da entidade, que fica próximo ao local. Nas imagens não é possível afirmar com certeza se o giroflex estava ligado, mas percebe-se que a velocidade da viatura era alta, possivelmente maior do que os 60 km/h citado pela própria PRF.

Segundo a polícia, o PM que dirigir a viatura prestou socorro às vítimas no local do acidente. Ele disse aos policiais civis que tentou desviar de um pedestre e acabou batendo a roda no meio fio, onde perdeu o controle do veículo e colidiu em um Citroën.

Um inquérito policial foi instaurado na Dedetran para apurar a dinâmica do acidente envolvendo a viatura. Além de ter sido ouvido pela Polícia Civil, o PM também chegou a fazer o teste de dosagem alcoólica e o resultado deu zero, bem como os outros motoristas envolvidos, que também passaram pelo teste.

Agora, a Dedetran vai ouvir as testemunhas e os familiares das quatro vítimas que morreram no acidente. A Polícia Civil também vai analisar as imagens das câmeras de segurança da região para tirar algumas dúvidas que ainda restam. Além disso, a polícia espera, ainda, os laudos do Instituto de Criminalística.

Tragédia

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, comandante do 20º Batalhão da PM, disse que o acidente foi uma fatalidade. “O que eu posso dizer é que a viatura estava com as luzes ligadas e sirene também. Segundo informações já levantadas por testemunhas, a viatura estava andando na velocidade compatível com a via”.

O comandante disse que os policiais envolvidos no acidente estão bem, mas com o psicológico abalado. “Ninguém faz isso porque quer. Este é o caso de delito de trânsito e será investigado. Eu acredito que neste caso não houve excesso de velocidade”, explicou o tenente-coronel.

Vergínia e Elizandra voltavam do hospital. Foto: Reprodução/Facebook.
Vergínia e Elizandra voltavam do hospital. Foto: Reprodução/Facebook.

As vítimas

As vítimas do acidente estavam num ponto de ônibus às margens da rodovia e foram atingidas pela viatura, que também bateu em outros dois veículos. Elizandra Maltezo Araújo Lustoza, de 32 anos, voltava do hospital com a sogra, Vergínia Gouvea Enes, de 67. Em entrevista ao G1 PR, a Sandra Maria Silva, contou que a cunhada tinha levado a sogra (e mãe de Sandra) no Hospital Erasto Gaertner. “Elas tinham ido lá fazer um exame e era muito difícil irem naquele ponto. Meus irmãos costumavam levá-la de carro”.

Elizandra e Vergínia vão ser sepultadas na Região Metropolitana de Curitiba, uma na Lapa e a outra em Campina Grande do Sul, respectivamente. As outras duas vítimas foram identificadas como Fabiana Maria da Silva, de 29, e Franciele Aparecida dos Santos, de 33, ambas operadoras de telemarketing que voltavam para a casa. Fabiana vai ser sepultada nesta quarta-feira em Diadema, interior de São Paulo. Já Franciele deve ser enterrada no bairro Orleans, em Curitiba, também nesta quarta-feira.

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