A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) sugeriu que a prefeitura de Curitiba venha a utilizar a fila da “xepa” para vacinar mais pessoas na cidade contra a Covid-19. O sistema já é utilizado em São Paulo e usa as doses que sobram dos frascos. Como não podem ser desperdiçadas, são aplicadas em pessoas que moram próximas às unidades de saúde, perto do horário do encerramento diário da vacinação. A prefeitura comunicou, em nota, que já utiliza as doses restantes para grupos específicos como gestantes e pessoas com comorbidades.

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A sugestão foi formalizada pelo vereador Márcio Barros (PSD) na sessão remota de segunda-feira (21). A ideia é que seja criado um cadastro oficial, para maiores de 18 anos de idade, que assumiriam o compromisso de se deslocar rapidamente até as unidades de saúde quando acionados por telefone por um agente da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). “A gente não sabe como é feita a distribuição. O cadastro garante honestidade e transparência”, relatou o vereador que protocolou posteriormente um projeto de lei com o mesmo teor que passará pelo trâmite da CMC, com possibilidade de virar norma municipal.

Além da Câmara Municipal de Curitiba, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), pretende padronizar o uso da “xepa”. A proposta de regulamentar o uso das sobras das vacinas contra a Covid-19 foi apresentada no começo do mês de junho, por quatro parlamentares, entre eles o deputado Arilson Chiorato (PT). “Estamos discutindo a sobra aberta durante o dia, para que se evite desperdício, vencimento e desvio de vacina’, disse Chiorato em entrevista para a rádio CBN.

E aí, prefeitura?

A prefeitura de Curitiba comunicou em nota que já utiliza as sobras de doses em grupos de gestantes e de pessoas com comorbidades acompanhadas pelas Unidades de Saúde de Curitiba e que ainda não tenham sido imunizadas. A nota, reforça que quando a vacinação segue por idade, dificilmente há sobras de doses, pois as equipes conseguem controlar de acordo com a quantidade de pessoas.

Em São Paulo

Um frasco garante a aplicação de algumas doses, dependendo da vacina. Caso não apareça mais ninguém do público apto para se imunizar, os profissionais da saúde acionam as pessoas que demonstraram interesse para se vacinarem antes do calendário oficial. A parte boa é que isso nada tem a ver com furar a fila e ainda evita o desperdício de imunizantes, já que esta dose seria descartada, caso não fosse usada, seja ela CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca.

Em São Paulo, para incluir o nome, as Unidades Básicas de Saúde (solicitam documento com foto, carteirinha do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de endereço. A imunização contra a COVID-19 segue a lógica do Sistema Único de Saúde (SUS), pela qual estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação.