O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, assinou há pouco no Ministério da Fazenda acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco do Brasil e seis bancos privados para a concessão de empréstimos a trabalhadores com descontos em folha de pagamento. Os prazos são de 6 a 36 meses com limites entre R$ 100 e R$ 40.000,00. A taxa de juros vai variar de 2% a 3,3% para quem trabalha em empresas com sindicatos não filiados à CUT e de 1,75% a 2,6% para quem atua em empresas com sindicatos filiados à Central.

Além da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, assinaram o acordo representantes dos bancos Bradesco, BMG, HSBC, Santander, Alfa e Real. A CUT está finalizando entendimentos com outras 12 instituições de crédito que vão também participar da oferta de dinheiro aos trabalhadores.

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que presidiu a solenidade, afirmou que a iniciativa do governo, tomada por meio de medida provisória, e que culminou com o acordo da CUT com os bancos, vai permitir o acesso dos trabalhadores a empréstimos com juros abaixo dos estipulados para o microfinanciamento, o que contribuirá também para a queda do spread bancário (custo da intermediação do dinheiro tomado pelos bancos para sua carteira de empréstimos). Ele lembrou que poderão ser movimentados nos próximos anos entre R$ 20 bilhões e R$ 160 bilhões em favor dos trabalhadores, o que considera uma conquista social.

Segundo o presidente da CUT, Luiz Marinho haverá concorrência entre os bancos para oferecer juros menores, o que vai ser bom para os contratantes. Ele informou que os juros vão ser calculados de acordo com a renda do interessado no empréstimo e segundo a margem de risco da empresa em que trabalha.