Nos últimos dez dias a Defesa Civil Estadual registrou incêndios florestais em vários pontos do Estado do Paraná. Segundo o tenente Gilson de Matos, chefe do setor operacional da Defesa Civil, são registrados cerca de 60 incêndios florestais por dia. O tenente lembrou que esse número pode ser maior já que muitos incêndios não são registrados. As regiões de Vila Velha e da Ilha Grande são as que mais registram ocorrências desse tipo de incêndio.

Segundo Matos, é entre os meses de julho e outubro o período de maior perigo e com maior possibilidade de ocorrências de incêndios devido à estiagem e às geadas que deixam a vegetação seca. Além disso, a umidade do ar baixa contribui para aumentar os riscos.

Para prevenção e combate a incêndios florestais, o Governo do Estado criou o projeto “Mata Viva”, que funciona desde maio de 2004. A Defesa Civil coordena o comitê, que congrega diversas entidades que se reúnem mensalmente para buscar alternativas de prevenção e combate. Fazem parte desse comitê o Corpo de Bombeiros, a Polícia Florestal, a Polícia Rodoviária Estadual e Federal, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Emater e o Simepar.

O tenente salienta que os danos causados por esses incêndios são de ordem ecológica, social e econômica. “Além de destruírem casas, pastagens, plantações e linhas de transmissão de energia elétrica, a fumaça produzida por esses incêndios fecha aeroportos e causa acidentes nas estradas ao tirar a visibilidade dos motoristas”, exemplificou.