A Delegacia Regional do Trabalho no Paraná libertou 85 trabalhadores escravos em uma das madeireiras do município de Tunas, no Paraná. O gerente da fazenda foi preso e está na delegacia do município.

Segundo o delegado regional, Geraldo Seratiuk, eles trabalhavam em áreas de reflorestamento de pinheiros (pinnus) e moravam em barracões improvisados na beira de rios, sem qualquer tipo de infra-estrutura. "Estavam em casas de lona preta, chão batido, sem condições sanitárias, sem água, sem nada. São trabalhadores que vieram de outros estados e, impossibilitados de voltar para suas casas, terminaram nessa situação."

De acordo com Seratiuk, as investigações sobre o trabalho escravo tiveram início no mês de março, quando foram constatas irregularidades na área trabalhista. Depois de ganhar destaque na imprensa, a população se manifestou "fazendo várias denúncias anônimas, que levaram até estes trabalhadores", diz Seratiuk. A maioria deles é de São Paulo.

Durante a manhã de hoje (24) foi realizada uma reunião com o advogado da empresa, fiscais do Trabalho e do Ministério Público. Uma equipe do Ministério do Trabalho está na fazenda regularizando a situação dos trabalhadores, para que cada um deles receba seus direitos de acordo com as leis trabalhistas. Os valores já estão sendo acertados, segundo o delegado.

Na região existem várias madeireiras exportadoras que vieram do sudeste do estado e compraram grandes áreas, onde estão fazendo o reflorestamento.