As ?Perspectivas da soja como fonte de energia e alimento? foram o tema da palestra apresentada pelo pesquisador Amélio Dall?Agnol, durante a 29.ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil (RPSRCB), realizada em Campo Grande (MS). O pesquisador mostrou que a soja vai continuar sendo um bom negócio para o produtor brasileiro nos próximos anos, por causa do crescimento da demanda mundial por alimento e biocombustível.

Em 2008, o Brasil deverá produzir 800 milhões de litros para atender à demanda de B2, que é o acréscimo de 2% ao diesel. Hoje no Brasil, a soja responde por 90% do óleo produzido e, num primeiro momento, será a matéria-prima mais usada na produção de biodiesel.

Em 2006, foram produzidos 196 milhões de litros de biodiesel no Brasil, sendo 80% a partir da soja e os outros 20% da mamona, do girassol e do dendê.

Segundo o pesquisador, o preço da soja está girando em torno de U$14,00 a saca, o que é superior à média histórica de U$11,00 a saca. Na avaliação do pesquisador, o preço deve se manter alto, já que a expectativa de crescimento da população mundial será de 17% ou 1,1 bilhão pessoas, nos próximos 15 anos, segundo a FAO, agência de agricultura da ONU. ?Com o crescimento da população cresce a demanda por comida e energia?, diz.

Aliado a este fato, os Estados Unidos, maiores produtores mundiais do grão, substituiram, neste ano, 4,7 milhões de hectares de soja por milho, estimulando a expansão da produção brasileira. ?A expectatica de produção de milho dos EUA é de aproximadamente 320 milhões de toneladas, em 2007. A meta de utilização de milho para etanol é de cerca de 30% da sua produção?, avalia.