O depoimento do presidente da seguradora Interbrazil, André Marques da Silva, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios foi adiado para amanhã (6). O empresário alegou problemas de saúde para não comparecer hoje, mas não apresentou atestado médico. Os parlamentares da Comissão determinaram, então, a expedição de mandado de condução coercitiva para que André Marques seja ouvido pela sub-relatoria do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).

De acordo com o vice-presidente da CPMI, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), a Polícia Federal já está em Goiânia para trazer o empresário para Brasília. André Marques ficará detido na Polícia Federal até o seu novo depoimento. "Senão ele some de novo", afirmou.

O senador Romeu Tuma (PFL-SP) afirmou que o mandado de condução coercitiva demonstra que não há uma tentativa de atrasar os trabalhos da CPMI. "É uma demonstração clara de que não há empecilho, barreira e jogo político que impeça os trabalhos", afirmou. O deputado Asdrúbal Bentes tem a mesma opinião: "se houver tentativa de pizza vai dar congestão em muita gente", disse.

A convocação de André Marques da Silva foi aprovada no dia 15 de setembro. Eles deverá esclarecer a denúncia, feita pelo Jornal Nacional, da TV Globo, de que a empresa pagava contas de campanha do PT em troca de informações privilegiadas para conseguir contratos com o governo.