A taxa de desemprego no país subiu em março pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o nível mais alto desde outubro do ano passado. Conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa chegou em março a 12,8%, representando 2,7 milhões de pessoas desocupadas em seis regiões metropolitanas do Brasil (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Em relação a fevereiro, houve aumento de 203 mil pessoas desocupadas. Na comparação com março de 2003, o aumento chegou a 211 mil pessoas.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE mostra que as mulheres continuam sendo a maioria dos desempregados: eram 52,3% em março de 2002, 54,8% em março de 2003 e em março último chegaram a 56,4%. Entre os desocupados, 20% estavam em busca do seu primeiro emprego e apenas 26,3% eram responsáveis pela família. Os jovens com menos de 24 anos de idade representavam 47% dos desocupados. Com relação ao tempo de procura: 18% procuraram trabalho por um período não superior a 30 dias: 49,7% por um período superior a 31 dias e inferior a seis meses e 7,9% por um período superior a sete meses.

A pesquisa também aponta que o rendimento médio real recebido pelo trabalhador em março foi de R$ 837,90 (aproximadamente 3,6 salários mínimos). Houve um aumento de 1,4% em relação a fevereiro, mas uma queda de 2,4% na comparação com março do ano passado.

Em relação ao mês anterior, houve estabilidade (0,2%) para empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado; aumento de 1% para os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado e aumento de 4% para os trabalhadores por conta própria. Apenas em Recife houve queda (-0,8%) no rendimento em relação a fevereiro de 2004. Houve crescimento em Salvador (0,7%), Belo Horizonte (1,4%), Rio de Janeiro (5,1%) e Porto Alegre (1,3%). Em São Paulo a taxa ficou estável.

Na comparação com março de 2003, o rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado caiu de R$ 915,67 para R$ 911,50. A queda mais acentuada foi verificada no caso dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, de R$ 569,94 para R$ 545,30. Já o rendimento dos trabalhadores por conta própria cresceu de R$ 689,22 para R$ 707,70 depois de vários meses de queda.