O preço do álcool combustível apresentou queda para o consumidor paulistano em fevereiro, conforme informou nesta quinta-feira (08) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, o valor do combustível recuou 0,18% sobre janeiro. Desta maneira, representou inversão na tendência, se comparado ao comportamento de preços do primeiro mês de 2007, quando o combustível havia ficado 11,52% mais caro ante dezembro de 2006.

No primeiro bimestre de 2007, o movimento ainda foi de alta acumulada, de 11,52%. Nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, houve variação negativa de 12,91%.

Quanto ao preço da gasolina, o combustível apresentou ligeiro recuo de 0,04% em fevereiro, que compensou a alta de 0,04% de janeiro e levou para zero a variação acumulada do bimestre. Nos últimos 12 meses até fevereiro, o valor da gasolina para o consumidor da cidade de São Paulo acumulou elevação de 1,19%.

Inflação

A inflação na capital paulista em fevereiro repetiu o movimento de janeiro e voltou a ser mais expressiva para os ricos do que para a camada da população com menor poder aquisitivo, segundo o Dieese.

Além deste índice geral, a instituição calcula mensalmente mais três indicadores de inflação, conforme os estratos de renda das famílias paulistanas. No primeiro grupo, que corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49), a inflação foi de 0,14%; no segundo, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17), a taxa foi de 0,16%; e, no terceiro, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média R$ 2.792,90), a variação ficou em 0,27%, único resultado que superou o do índice geral (0,21%).

O principal fator para diferença entre as taxas foram a altas de preços no grupo Saúde, de 1,08% no índice geral e de 1,16% no ICV dos consumidores com maior renda. Segundo o Dieese, este movimento do grupo foi influenciado pelas elevações nos contratos de assistência médica (1,57% no ICV geral e 1,51% no grupo de maior renda). Comportamento semelhante ocorreu no grupo Transporte (0,27% no índice geral e 0,38% para os mais ricos).

Entre a população com menor poder aquisitivo, a Alimentação foi o grupo que mais pesou. A variação foi de 0,32% no índice geral; de 0,37% para os mais pobres; de 0,32% no grupo intermediário; e de 0,33% entre os mais ricos.

O Dieese destacou que, apesar da inflação maior para as pessoas com maior poder aquisitivo em fevereiro, foi neste grupo que o ICV também apresentou a maior desaceleração, de 0,84 ponto porcentual ante a inflação do mês de janeiro (1,11%). Este movimento foi mais significativo do que a desaceleração verificada no grupo intermediário, de 0,62 ponto; e no grupo com menor renda, de 0,49 ponto porcentual.