O diretor de trânsito da URBS, Gilberto Foltran, apresentou nesta terça-feira (22) as sugestões da Diretran ao projeto de lei dos vereadores Luís Felipe Braga Côrtes e Mário Celso Cunha que regulariza o serviço de transporte de pequenas cargas em motocicletas, batizado de "moto-frete".

Os vereadores organizaram um seminário para discutir o tema no auditório da Câmara Municipal, que contou com a participação do diretor do BPTran, tenente-coronel Inrineu Osíris Cunha, do presidente do Detran-PR, Marcelo Almeida, do advogado especialista em trânsito Marcelo Araújo, do presidente do Sindicato de Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (setcepar), Fernando Klein, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores com Motocicletas (Sintramotos), Tito Mori, e de representantes da categoria dos motoboys.

Foltran reconheceu a importância do projeto e da preocupação com os motociclistas, porque a frota de motos cresce rapidamente, com uma participação grande nos acidentes de trânsito. "As motos representavam 6,34% do total de veículos da cidade em 2000, e no ano passado já eram 8,46% da frota. Em 2000, as motos estavam presentes em 8,47% dos acidentes de trânsito, e quatro anos depois o percentual já subiu para 15,44%", citou o diretor. "E o mais preocupante é que em 2000, 22% das vítimas dos acidentes de trânsito eram motociclistas, e no ano passado o percentual pulou para 34%", disse Foltran.

Segundo ele, a Urbs – empresa que gerencia o trânsito e o transporte no município – tem interesse especial no projeto de lei para garantir que a atividade, hoje sem regras, seja feita por pessoas qualificadas. Foltran sugeriu a inclusão na lei, da proibição expressa do serviço de moto-táxi. Ele também citou a necessidade de previsão de seguro para os motociclistas profissionais e para as empresas de moto-entrega. E recomendou a exigência de que as motos sejam originais de fábrica, evitando modificações perigosas no veículo, por exemplo o estreitamento do guidão para facilitar a passagem dos motociclistas entre os carros.