O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães, defendeu há pouco a redução de tributos no setor. Segundo Guimarães, que participa de audiência pública da Comissão de Minas e Energia, mais de 50% da conta de energia vai para o governo. "Isso está causando o aumento da tarifa, além dos custos inexoráveis", lamentou.

A partir dos dados do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica 2006-2015, Guimarães apontou para o risco de a conta de energia elétrica crescer 20% para o consumidor até 2015, considerando-se a manutenção dos tributos atuais. No mesmo período, os custos de transmissão deverão aumentar 35% e os de geração, 33%.

Incertezas

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia (Apine), Luiz Fernando Leone Vianna, observou que o plano decenal considera algumas incertezas, como a demanda e eventuais falhas de equipamento. No entanto, ele apontou para a necessidade de também avaliar parâmetros econômicos, a relação entre disponibilidade e custo dos combustíveis, o cumprimento dos cronogramas de obras de grande porte e as restrições socioambientais.

Vianna também se queixou da falta de clareza do plano sobre a relação do aumento do investimento privado com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ele ainda cobrou a indicação das fontes de financiamento do setor.