O câmbio retoma no início da semana o movimento de queda dos últimos dias. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) o dólar à vista abriu em baixa de 0,29%, cotado a R$ 2,030, em relação ao fechamento de sexta-feira

Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam perto dos elevados níveis de fechamento da semana passada e, como não há indicadores de peso na agenda do dia, é possível que a toada positiva se mantenha. Na opinião de operadores, enquanto durar o fôlego das bolsas no exterior, a tendência do câmbio no Brasil continuará sendo de recuo. A variável que pode alterar o comportamento do dólar hoje, portanto, é mais uma vez a forma como o Banco Central (BC) deverá atuar junto ao mercado.

A semana reserva eventos de peso como a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, além da divulgação do saldo comercial e dos preços das importações em abril, na quinta-feira, do índice de preços ao produtor (PPI), das vendas no varejo em abril e do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, na sexta-feira. No calendário corporativo, a Cisco Systems, Duke Energy, Walt Disney e Warner Music divulgam balanços amanhã; a News Corp., na quarta-feira, e a Sara Lee, na Quinta-feira.

Esses eventos devem testar o vigor das bolsas norte-americanas – a dúvida até onde vai esse fôlego permanece na cabeça dos investidores. Tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 sobem por cinco semanas consecutivas, graças sobretudo aos resultados das empresas norte-americanas e ao noticiário sobre fusões e aquisições. Mas, como nenhum dos importantes eventos da semana acontece hoje, a expectativa geral é de que o pregão será marcado mais uma vez pelo bom humor.

A forma como o BC vai atuar é que deve determinar o rumo dos negócios, na opinião de operadores. O fluxo de recursos externos continua muito pesado e jogando para baixo a cotação da moeda norte-americana. Mas, dizem operadores, em algum momento, a sistemática ação da autoridade monetária deve surtir efeito sobre a cotação. "O BC está atuando de forma a absorver o fluxo de recursos e, em algum momento, essa ação vai se refletir nos preços", afirma um operador.