Depois de terminar na sexta-feira no menor preço desde 20 de fevereiro de 2001, cotado a R$ 2,021, o dólar comercial oscilou em alta o dia todo hoje e fechou na máxima, a R$ 2,037, com valorização de 0,79%. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,73%, para R$ 2 036.

As cotações foram pressionadas por demanda defensiva por moeda dada a expectativa do mercado de que o Banco Central poderá vir a fazer leilão de swap cambial reverso a qualquer momento e não mais apenas para a rolagem dos próximos vencimentos desses contratos, como vinha ocorrendo recentemente. Essa expectativa foi alimentada pelo comunicado do BC, divulgado após o fechamento dos mercados na sexta, de que não vai mais anunciar na véspera a realização desses leilões.

Nesse tipo de operação, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros à outra parte no contrato e, em troca, recebe deste a variação do dólar no período. Na prática, os leilão de swap cambial reverso têm o efeito de uma compra de dólar no mercado à vista, elevando a cotação da moeda.

"O BC não fez operação de swap reverso hoje, mas poderá fazê-lo de uma hora para outra, por isso, o mercado corrigiu posições e preços a fim de obter melhor retorno caso uma operação venha ser anunciada de repente", disse um operador.