Apesar de operar perto da estabilidade durante a manhã, refletindo a boa recepção das Bolsas de Nova York ao índice de inflação ao consumidor (CPI) norte-americano, o dólar se estabeleceu no terreno de alta na parte da tarde e encerrou os negócios na cotação máxima do dia, tanto no mercado interbancário quanto na Bolsa de Mercadorias & Futuros.

O dólar comercial fechou em alta de 0,28%, a R$ 2,138, no mercado interbancário. A mínima registrada foi de R$ 2,128. No pregão viva-voz da BM&F, o dólar negociado à vista terminou o dia valendo R$ 2,137, com valorização de 0,23%.

Os dados do CPI vieram dentro do estimado e sustentaram a melhora do ambiente internacional de negócios financeiros durante a manhã, o que beneficiou o dólar.

Durante a tarde, contudo, pesou sobre o mercado de câmbio a queda na Bolsa de Valores de São Paulo, que sofreu hoje forte influência do vencimento dos contratos de índice futuro.

Além disso, após o leilão de compra da moeda pelo Banco Central, a alta do dólar foi ampliada. Segundo um operador, isso aconteceu porque as tesourarias participantes podem ter vendido um volume grande de moeda, uma vez que a autoridade aceitou hoje oito propostas ante uma média de três a cinco, no máximo, nas últimas operações.