Foto por: Miguel Medina

Deputados franceses se reuniram a portas fechadas, nesta quarta-feira, com Raymond Domenech e Jean-Pierre Escalettes, na Assemleia Nacional (Congresso francês), em Paris, após o fracasso dos ‘Bleus’ na Copa da África do Sul-2010.

Em uma audiência sem grandes revelações, o ex-técnico da seleção francesa e o presidente demissionário da Federação (FFF), pediram que sua apresentação ante a Comissão de Assuntos Culturais, dedicada ao fiasco da equipe no Mundial, fosse celebrada a portas fechadas, sem a presença da imprensa.

Os dois permaneceram duas horas no recinto, aonde chegaram e saíram por uma porta secundária, evitando a centena de jornalistas que os aguardava.

Domenech chegou a desviar o olhar de forma ostensiva das câmeras de TV e fotográficas durante o curto minuto aberto exclusivamente a profissionais de imagem.

Contrário, junto com outros representantes, a que a sessão fosse celebrada a portas fechadas, o deputado da maioria, Lionel Tardy (UMP), tentou quebrar a lei do silêncio fazendo suas considerações pessoais no microblog Twitter, mas foi rapidamente chamado à ordem pela presidente da Comissão e colega de partido, Michèle Tabarot (UMP).

No entanto, o deputado teve tempo de informar sobre as primeiras deliberações da audiência.

Escalettes declarou que o “modelo associativo simples e direito (da FFF) está superado em termos de gestão e que foi confrontado com um muro como nunca havia ocorrido em 50 anos de futebol” pelo boicote ao treinamento dos jogadores da seleção francesa na África do Sul, em apoio a Nicolas Anelka, expulso após ofender Domenech.

Apesar da advertência da Federação Internacional de Futebol (FIFA) contra qualquer ingerência política na gestão da FFF, os deputados da maioria parlamentar defenderam o princípio da audiência, ou seja, buscar as razões para o fracasso.

No entanto, depois se disseram completamente desiludidos e insatisfeitos com as respostas.

“Foi uma gestão um pouco triste”, mas que revelou “várias disfunções quanto a governo e gestão” do futebol, disse o presidente do UMP na Assembleia Geral, Jean-François Copé, que sugeriu “modernizar o governo desta federação, de forma geral”.