Uma partida contra o Palmeiras motiva tanto o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, que ele resolveu contar à Agência Estado um pouco de suas histórias sobre o mais importante confronto paulista. "Corinthians x Palmeiras sempre será o clássico de maior rivalidade. Começou em 1914. O São Paulo só veio em 1935. O tradicional dérbi é o mais famoso", afirma, sem medo de menosprezar Santos e São Paulo. E, bem diferente de muitas pessoas, que preferem se omitir no quesito palpite sobre o resultado, ele é confiante e direto. "Vamos ganhar, com certeza. Será 2 a 0, e o Nilmar vai desencantar.

Aos 86 anos, o presidente – há 13 anos no cargo – estará hoje no Morumbi. Vibrará como um menino e pedirá alegria a seus jogadores. Tudo para reviver os tempos de glórias do Corinthians. Principalmente o Campeonato Paulista de 1954, decidido apenas em fevereiro de 55, que para o dirigente é o de maior alegria em sua vida. "Tinha 34 anos e levei meu filho (Edson Real Dualib), de 12, ao Pacaembu. Ficamos no alambrado, atrás do goleiro Gilmar. Fizemos grande festa quando o Pequeno Polegar (Luizinho) empatou. O 1 a 1 garantiu o título para a gente", lembra, como se fosse hoje. "Não tivemos dúvidas quando o jogo acabou: pulamos o alambrado para abraçar o Gilmar. Que festa!

O mais importante, porém, foi a conquista do Paulista de 1995, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. "Você lembra do gol do Elivélton (o segundo no triunfo por 2 a 1, em chute forte de fora da área)? Que pintura…

Aquele era o terceiro ano de Dualib na presidência do clube. E nos dois anos anteriores, a equipe já havia perdido em decisões para o arqui-rival. "Bati o pé, 95 terá de ser o ano da redenção. Não perco de novo", disse na época a seus jogadores. Fez questão, inclusive, de exigir uma arbitragem estrangeira. Foi francês Remy Harrel quem apitou. "Encaramos o poderio da Parmalat (patrocinadora palmeirense) e vencemos. Inesquecível.

Aquela foi a 21.ª conquista corintiana, deixando o oponente com 20. "Mas nada se compara à conquista do Mundial, em 14 de janeiro de 2000", emociona-se.

Sem medo, o presidente manda um recado para os concorrentes. Principalmente para o São Paulo, de quem o time não ganha há 12 jogos. "Se chegarmos entre os quatro, vamos ser campeões.